domingo, agosto 23, 2015

A poesia está na rua?


(Numa parede, em Tomar)

Sim. Está nos traços que compõem os edifícios, nos pormenores de portas e janelas. Está nos olhares, nas vozes ou nos gestos das pessoas que se cruzam connosco. Na sombra e nas bebidas frescas que, nas esplanadas das cidades em que somos forasteiros, nos resgatam da impiedade da canícula. No dolce far niente dos gatos nas soleiras das portas. Na cor viva das buganvílias, que assomam de alguns muros. Nos castelos que olham sobranceiros as cidades que se tornaram excessivas para o espaço acanhado do interior das muralhas. 

sábado, agosto 22, 2015

A árvore

Chegaste
com a tua tesoura de jardineiro
e começaste a cortar:
umas folhas aqui e ali
uns ramos
que não doeram...
Eu estava desprevenida
quando arrancaste a raiz.

Yvette Centeno

Que me importa...?


Que me importa, agora que me importas,
que batam, se não és tu, à porta?
Fernando Assis Pacheco, "Seria o amor português" (excerto)

sexta-feira, agosto 21, 2015

segunda-feira, agosto 17, 2015