segunda-feira, julho 17, 2017

(Quase) um conselho

Um "devaneio" escrito há sete anos, para uma amiga.

Sê ave graciosa e insatisfeita
em inquieto voo.
Sê orvalho e sê brisa...
Sê a respiração da terra...

Nunca a sombra
de corpos alheios,
nunca o vulto ancorado
em noites sem dono,
nunca barco naufragado
em investidas de mágoa.

Sê sobre tudo,
sobretudo vive.

deep, Junho de 2010

sexta-feira, julho 14, 2017

Penélope escreve

É mais que certo: não sinto a tua falta.
Fiquei a tarde toda a arrumar os teus papéis,
a reler as cinco cartas que me foste endereçando
na semana que perdemos: tu no Alentejo,
eu debaixo de água. Fui depois regar as rosas
que deixaste no quintal. Sempre só e sem
carpir o meu estado (porque não me fazes falta),
pus o disco da Chavela que me deste no Natal
e comecei a preparar o teu prato preferido.
Cozinhar fez-me perder o apetite; por isso
abri uma garrafa de maduro e não me custa
confessar-te que não sinto a tua falta.
Por volta das dez horas, obriguei-me a recusar
dois convites pra sair (aleguei androfobia)
e estou neste momento a recortar a tua imagem
(não me fazes falta) nas fotos que possuo de nós dois,
de maneira a castigar com o cesto dos papéis
a inábil idiota que deixou que tu te fosses.

José Miguel Silva, Ulisses já não mora aqui & etc.

sábado, julho 08, 2017

Suculentas


Apesar da minha inabilidade para cuidar de plantas, para a decoração e para as manualidades, aventurei-me na "criação" de um terrário de suculentas...

quarta-feira, julho 05, 2017

segunda-feira, julho 03, 2017

Há minutos,


estava como se vê na imagem... mais coisa, menos coisa.