Sábado, Julho 11, 2009

les hommes qui passent



Um "menino" que gosta muito de música partilhou este tema comigo... eu partilho-o convosco. ;)

Sexta-feira, Julho 10, 2009

Bom dia!

Quinta-feira, Julho 09, 2009

teimosias

Levanto-me do sofá, onde, sucumbindo a espaços ao sono, assisti a uma mais-do-que-repetida série na tv. Antes de desligar a luz para dormir, pego num livro. Algumas – duas? três? – páginas depois, o sono arremessa o livro contra o meu rosto. Não desisto. Contudo, o meu esforço não vai além de uma página. Rendo-me e decido, finalmente, abandonar o livro e desligar a luz. Ironicamente, sinto-me desperta. Ligo de novo a luz e levanto-me.
Nada me ocorre que possa pesar-me na consciência. Pesam-me as pálpebras, isso sim, de sono. Nada que me faça doer a alma. Antes o corpo e, ligeiramente, a cabeça, de cansaço.
Tudo à minha volta parece imerso num silêncio pesado. No exterior, apenas o ladrar abafado de alguns cães.
Depois destas linhas, o sono e o contrário dele ainda se degladiam e o meu nariz, resistente ao soro fisiológico e à água do mar, teima em dificultar-me a respiração.
De súbito, há um sinal do início do dia – ou será do fim da noite? - : o som de uma porta a abrir, passos na escada.
Gosto dos sons e da luz que anunciam o dia, mas não menos de poder dormir e descansar. Será que é desta?
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Aqui estou eu, de novo, sem ter pregado olho - nem um só minuto!
Há muito que não testemunhava o acordar e espreguiçar dos dias e que não surpreendia, em diferentes recantos da minha casa, uma luz diferente - por isto, e só por isto, valeu a pena não ter dormido.

Terça-feira, Julho 07, 2009

não se estava nada mal

lá em cima... Pois não, menina da foto?

(Serra de Bornes,Trás-os-Montes, Abril de 2009)

Mas à sombra, claro está, que o sol não está para brincadeiras!

a nordeste

durante o mês de Julho:

Feixes de Luz

Festa da Caricatura

L Burro e l Gueiteiro

Não compreendo

como é que, depois de tantas campanhas de sensibilização, ainda há pessoas que não aprenderam que é mais rápido, económico (esqueçam o ecológico!) levar os diferentes tipos de lixo a um ecocentro do que esperar pela noite para os depositar em qualquer campo (alheio, está claro!).
Mais me espanta que haja pessoas que parecem não ter aprendido a usar caixotes do lixo em casa e que se sirvam do quintal do vizinho como depósito de "restos".
No fim da tarde de sexta, quando me dispus finalmente a tratar das árvores e a limpar a erva do quadrado murado a que chamo quintal, deparei-me com diversos objectos "estranhos" – beatas, embalagens de leite, pedaços de metal e de madeira, garrafas de cerveja, uma embalagem de amaciador da roupa, entre outras coisas que não sei nomear -, a quantidade suficiente para encher um saco de 30 litros.

Está visto que há macacos que aprendem mais depressa...

Segunda-feira, Julho 06, 2009

i wish i knew how it would feel to be free



I wish I knew how it would feel to be free
I wish I could break all the chains holding me
I wish I could say all the things that I should say
say 'em loud, say 'em clear
for the whole round world to hear.

I wish I could share all the love that's in my heart
remove all the bars that keep us apart
I wish you could know what it means to be me
Then you'd see and agree
that every man should be free.

I wish I could give all I'm longing to give
I wish I could live like I'm longing to live
I wish that I could do all the things that I can do
though I'm way overdue I'd be starting anew.

Well I wish I could be like a bird in the sky
how sweet it would be if I found I could fly
Oh I'd soar to the sun and look down at the sea
and I'd sing cos I'd know that
and I'd sing cos I'd know that
and I'd sing cos I'd know that
I'd know how it feels to be free
I'd know how it feels to be free
I'd know how it feels to be free

(Tema gravado pela primeira vez em 1967)

Sábado, Julho 04, 2009

traz-me uma casa do horizonte deserto

Imagem: Lighthouse Hill de Edward Hopper

Traz-me uma casa do horizonte deserto
lá onde o mar começa
e os meus olhos se fecham
trá-la pela carne da vaga
pedra a pedra conseguida
trá-la vaga, descoberta
de franquia, porta aberta
trá-la de coral e de limos
há-de reluzir nas colinas
há-de crescer de guarida
para quem nela entre e habite
trá-la hoje a hora que o sol posponte
e se veja lá no horizonte
janelas, portadas abertas
gente a entrar, a sair delas
encontrando tesouros
fazendo descobertas
Há séculos que não há caravelas
mas ainda se queimam círios
em muitas casas por dentro
sem rosto sem remetente
sem que um pássaro
possa desabrochar numa flor.

José Ribeiro Marto, Pastoreio

Obrigada, Poeta!

Sexta-feira, Julho 03, 2009

o que faz você feliz?

Quinta-feira, Julho 02, 2009

de corpo e alma

Em menos de um ano, três mulheres com quem me relaciono e que têm a minha idade, foram surpreendidas pelo mesmo problema de saúde, uma das quais há menos de uma semana, vendo-se obrigadas a abandonar o trabalho por alguns meses e a reorganizar a vida familiar. Sei que o medo e a angústia as rondam muitas vezes, mas até agora não foram capazes de as vencer.
Estas situações levam-me a acreditar que o corpo é uma bomba-relógio, que explode em hora marcada e que não adianta passarmos o tempo a convencer-nos e a convencer os outros de que a idade está no espírito. Quando o corpo, em vez de sussurrar, grita, o espírito vê-se obrigado a ouvi-lo e a entrar em sintonia com ele.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

É estranho, encantador e pouco possível de se explicar esse sentimento que se apodera da gente quando, por instinto, se pressente que há uma possibilidade de amor nos rondando. As mulheres bonitas sempre nos despertam desejos; mas há ocasiões em que esses desejos mesclam-se com outro tipo de sentimento, mais fino, mais delicado, mais expectante; não é ainda a paixão que arrasa e atormenta, nem é apenas a vontade de beijar e deitar-se acariciando um corpo macio e quente com seus cheiros. É como se estivéssemos, por um instante, suspensos entre esses dois abismos, sem a noção clara de qual deles irá nos atrair primeiro.

Murilo Carvalho, No Rastro do Jaguar

Pina Bausch (1940 - 2009)



Há vinte anos, tive a sorte de a ver dançar no grande auditório da Gulbenkian. Impressionou-me o facto de ter ficado todo o intervalo no palco, de pé, sem se mexer.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Segunda-feira, Junho 29, 2009

de tarde

Naquele "pic-nic" de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


Cesário Verde
Esta tarde, não haverá burguesas, nem burricos, nem outras coisas que Cesário Verde enumera, mas, se a chuva não nos surpreender, haverá um piquenique.

Bom trabalho para quem não pode, como nós, gozar o feriado!

Sexta-feira, Junho 26, 2009

cansaço

Por vezes, acontece-nos cansarmo-nos dos outros. Temporariamente ou de forma irreversível.
A duração desse cansaço é, para mim, um medidor da resistência das relações, sejam estas de amizade, de trabalho, de cordialidade ou amorosas. Se o cansaço for longo, dá lugar à frieza e desta à degradação das relações vai um curto passo.
Sem que consigamos determinar o momento ou o motivo, desencontramo-nos de alguém com quem talvez nunca nos tenhamos encontrado. Fixamo-nos nos defeitos, que vemos à lupa, de tal maneira que deixamos que se sobreponham às qualidades da pessoa em causa e aos momentos bons que partilhámos com ela.
Por mais que, ao longo da vida, nos cansemos dos outros e estes se cansem de nós, não conseguimos habituar-nos às "perdas".

michael jackson

Gostemos ou não das suas músicas, aprovemos ou não as opções que fez, não podemos negar que é uma referência incontornável dos anos 80. Talvez por isso, não pude deixar de sentir um sobressalto quando li a notícia.




Já estou a imaginar a comunicação social nos próximos dias...

Quinta-feira, Junho 25, 2009

sayonara

Ao passar na casa da Hipatia, não pude deixar de me lembrar de duas pessoas que eram - e talvez ainda sejam - fãs dos Pogues. Ambas "partiram" da minha vida sem aviso. É caso para dizer "Sayonara"...

diferente

vendo

(barata) uma brutal dor de cabeça!

Domingo, Junho 21, 2009

um domingo...

colorido,

perfumado

e suculento...