domingo, dezembro 24, 2006

Para todos os visitantes: FELIZ NATAL!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Peter Murphy - The Scarlet Thing In You Yashmeen, espero que gostes do presente! Parabéns! Estava a ver que não chegava a tempo!...

domingo, dezembro 17, 2006

Tencionava passar um domingo em casa, a "pastelar" no sofá e a pôr coisas em ordem. Saiu-me - desta vez, felizmente - o tiro pela culatra. Um convite no final da manhã, a que tive o bom senso de aceder, levou-me a uma magnífica caminhada de duas horas e meia pelo campo, que resultou num convívio agradável, que me lavou a alma. Fica o registo fotográfico:

(O grupo empenhado na caminhada)

(As ovelhinhas a posar para a foto)

(A vaquinha distraída)

(O forno de cozer telha)

(O presépio na igreja de uma aldeia)

(Os meus pés)

Para não deixar alguém a salivar, optei por não fotografar as alheiras, as chouriças, o pão caseiro e as azeitonas que integraram a merenda com que rematámos a tarde.

Boa semana para todos!

sábado, dezembro 16, 2006

quando um homem quiser

Ocorre-me escrever sobre o Natal, por tradição a festa da família, em que se celebra a vida. No cheiro intenso do fumo das lareiras, evoco os natais de outros tempos. Havia, então, um certo gozo em ir para o campo procurar o musgo para fazer o presépio com as imagens tradicionais. Nesse tempo, os mais novos saltavam ansiosos das camas, na manhã do dia 25, para abrir a prenda-surpresa que o Menino Jesus deixara no sapatinho colocado debaixo da cama ou junto à lareira. Actualmente sucumbimos aos apelos consumistas, como sucumbiremos aos excessos alimentares próprios da época. Ainda Dezembro é uma promessa, e já o Natal se esboça em adornos de rua cada vez mais exuberantes e claramente desligados do verdadeiro espírito natalício. Os símbolos pagãos impõem-se. O Pai Natal Coca-Cola insiste em escalar varandas e paredes, na tentativa infrutífera de alcançar chaminés cada vez mais raras; as ruas e as fachadas das casas inundam-se de luzes, a lembrar qualquer casino de Las Vegas. À festa acabam por aderir mesmo aqueles que negam ter fé. Multiplicam-se os jantares de Natal, esvaziam-se as bolsas, entra-se na azáfama contagiante das prendas. Assaltam-nos subitamente acessos de generosidade que reprimimos no resto do ano. Lembramo-nos que há necessitados e instituições de solidariedade. O Natal não deveria ser um fim, antes um princípio. Neste Natal, ousemos levar à letra as palavras de Ary dos Santos: “Natal é em Dezembro/ mas em Maio pode ser. / Natal é em Setembro/ é quando um homem quiser.”.
Nota: Este texto foi escrito por mim para integrar um outro espaço. Deste modo, considerem-no uma transcrição.

Peace On Earth

quinta-feira, dezembro 14, 2006

PARABÉNS, 'Tá Difícil!

Há pouco menos de um ano - no dia 18 de Janeiro de 2006, para ser precisa -, recebi, deste gentil cavalheiro, o primeiro presente "blogosférico" (a imagem abaixo).
Com um dia e umas horas de atraso: Parabéns por um ano de postagens!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Ando um bocadito repetitiva... é verdade, mas hoje tinha mesmo que postar esta: Creep (Radiohead) When you were here before, couldn't look you in the eye. You're just like an angel, your skin makes me cry. You float like a feather, in a beautiful world I wish I was special, you're so fucking special. But I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here. I don't care if it hurts, I want to have control. I want a perfect body, I want a perfect soul. I want you to notice, when I'm not around. You're so fucking special, I wish I was special. But I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here?. I don't belong here She's running out the door, she's running, she run, run, run, run, run. Whatever makes you happy, whatever you want. You're so fucking special, I wish I was special, but I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here, I don't belong here.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

a tocar:

Mercy Rain Would you walk with me tonight Could you run where the lovers run Would you stay with me tonight Will you forgive me if I rush When I tell you I am yours As we run where the lovers run Run with the sound I won't let you down Would you swim from the rivers edge Could you jump where the lovers jump Would you stay with me tonight Let's be the runners in the mercy rain Be my bridge when I fear to cross As we run where the lovers run Run with the sound I won't let you down Swim, swim Peter Murphy, Cascade

domingo, dezembro 10, 2006

o valor do vento

(Foto retirada da net)
Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e só entram nos meus versos as coisas de que gosto O vento das árvores o vento dos cabelos o vento do inverno o vento do verão O vento é o melhor veículo que conheço Só ele traz o perfume das flores só ele traz a música que jaz à beira-mar em agosto Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento O vento actualmente vale oitenta escudos Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto Ruy Belo
Somo ao poema de Ruy Belo que escolhi para ilustrar este domingo, em que, afinal, não há vento, um outro do mesmo autor que José Augusto Soares teve a gentileza de deixar na minha caixa de comentários.

Compreensão da árvore A tua voz edifica-me sílaba a sílaba e é árvore desde as raízes aos ramos Cantas em mim a primavera breve tempo e depois os pássaros irão povoar de ti novas solidões E eu sentirei na fronte permanentemente o sudário levemente branco do teu grande silêncio ó canção ó país ó cidade sonhada dominicalmente aberta ao mar que por fim pousas na fímbria desta tua superfície. Ruy Belo

Porque o deixou na minha caixa de comentários, assumi como uma espécie de oferta o poema do Nilson - espero que não te importes! -, que passo a transcrever e que aborda, ainda que indirectamente, a temática do vento, como primeiro de Ruy Belo.

O vento empurrou-te Para mim numa réstia de sol Matinal que descobriu Mais pombas que pardais Coladas ao teu corpo Cobre de pássaros da chuva miudinha. Afoguei-te na orgia Solarenga de bulícios de luzes. Engoliste golfadas De murmúrios de gestos apressados Abandonada No turbilhão de claridades inquietas. Despenteei-te com voos Rasos de ventos enrolados de sombras. Possuí-te nua Na passadeira efémera, vermelha de desejo. Guardei-te na memória impressa futura Para que de mim estejam perto As pombas Os pássaros A chuva miudinha Fixadas no cobre do teu corpo descoberto.

sábado, dezembro 09, 2006

um

Confesso: não gosto de Richard Bach, como não gosto de Paulo Coelho. Chamem-me preconceituosa, se quiserem... É óbvio que já os li, por isso posso dizer com propriedade que não gosto.
Há uns anos, contudo, fizeram sentido as palavras da página inicial de Um, de Richard Bach, que recebi de uma pessoa especial. Não sei ao certo onde pára essa pessoa, nem nunca soube claramente o motivo daquela oferta, mas é certo que, pelo menos uma vez por ano, ou uma em cada dois anos - já se passaram quase quinze! - abro o livro na primeira página e releio:
"Passámos por muito não passámos?
Quando nos conhecemos (...) eu era um piloto aviador fascinado pelo vôo, procurando significados por detrás dos instrumentos e da velocidade relativa do avião. (...) a nossa viagem levou-nos a uma vida sob a forma de uma asa de gaivota. (...) No entanto para ti, eu era um ser solitário, com o espírito repleto de rotas e altitudes, escondido atrás de uma cortina de palavras. E tinhas razão.
Finalmente, convenci-me de que te conhecia suficientemente bem para sugerir que as minhas aventuras podiam também ser as tuas, as mais felizes e as não tão felizes. Estás a começar a entender como é que o mundo funciona? Eu também. Tens-te sentido inquieta e só com o que aprendeste? Também eu. Procuraste durante toda a tua vida o teu único e grande amor? também o fiz e encontrei-o (...)."

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução.
Carlos Drummond de Andrade, Poema de Sete Faces

segunda-feira, dezembro 04, 2006