quarta-feira, novembro 30, 2005

noite dentro

O dia já vai longo ou curto, dependendo da data em que preferimos situar-nos. Passei a barreira do sono. Se não tivesse que me levantar dentro de poucas horas, inventaria (na verdade, não teria que chegar a esse ponto, pois trabalho é o que não me falta!) que fazer noite dentro.
Neste momento, só o som das teclas e dos James quebram o profundo silêncio desta rua adormecida.
O silêncio, por vezes, pode ser perturbador, porque nos coloca frente a frente com os fantasmas que nos habitam e que procuramos iludir com os ruídos diários (tenham eles a origem que tiverem). Somos, então, assaltados por um sentimento de incontornável solidão que nos esmaga (e que mesmo assim não nos parece suficiente para acordar cumplíces). Há momentos, contudo, em que o silêncio pode apaziguar- como agora!

terça-feira, novembro 29, 2005

Quem quer ir trabalhar no meu lugar? Serviço de voluntariado, claro! Vá lá... também é só até às 17h!...

sábado, novembro 26, 2005

o lugar onde (também) está o paraíso

Enquanto, há minutos, me entregava a tarefas prosaicas e mais que necessárias, ouvia (e ainda oiço) o álbum Hotel de Moby. De súbito, lembrei-me da Serra, onde amanhã regresso. Resolvi, por isso, roubar umas fotos ao M. Afonso e à Ana (a última) e dar-vos um "cheirinho" desse (deste) paraíso.

a propósito da saudade

O meu blog mudou, mais uma vez (!!!) de imagem, mas nem por isso deixou de ter problemas!Continuo a não conseguir detectar-lhes a origem... Com tempo e paciência (que hão-de faltar-me sobejamente nas semanas que se avizinham), chego lá! Mas, neste momento, não é questão que me tire o sono. A propósito: já vão sendo horas de ir dormir, porque o dia foi longo e cansativo. Porém, antes de partir, vou só ao meu ficheiro buscar umas imagens que uma "menina" por aqui deixou. As imagens surgem, sobretudo, a propósito da saudade que sinto da sua autora, que se encontra algures no meio do Oceano Atlântico...

quinta-feira, novembro 24, 2005

cada um é para o que nasce

Como dá para perceber, o sono já é muito. Contudo, ainda tenho trabalho para uns minutos.
Resolvi fazer uma pausa e nada melhor do que vir até cá para desanuviar as ideias - na verdade é mais para fugir ao trabalho! Esta noite fui a mais uma aula de expressão dramática, a primeira dedicada à voz. Mais um ponto negativo na minha auto-estima! Saí de lá com a perfeita convicção de que não percebo nem nunca perceberei nada de representação.

terça-feira, novembro 22, 2005

asininos e outros que tais

Com a mania das inovações - ou de que percebo alguma coisa de blogs!- acabei por asneirar (ou será "asnear"?) ... O resultado está à vista!

eu amo a lua do lado que eu nunca vi

CANÇÃO DA SAUDADE Se eu fosse cego amava toda a gente. Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gémea que nasceu sem vida, e amo-a a fantasiá-la viva na minha idade. Tu, meu amor, que nome é o teu? Diz onde vives, diz onde moras, diz se vives ou se já nasceste. Eu amo aquela mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longíssimos. Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas. Eu amo aquelas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas. Eu amo os cemitérios — as lages são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos floridos virgens nuas, mulheres belas rindo-se para mim. Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a Lua do lado que eu nunca vi. Se eu fosse cego amava toda a gente. (Almada Negreiros, Frisos)

segunda-feira, novembro 21, 2005

Amor

o teu rosto à minha espera. o teu rosto a sorrir para os meus olhos. existe um trovão de céu sobre a montanha. as tuas mãos são finas e claras. vês-me sorrir. brisas incendeiam o mundo. respiro a luz sobre as folhas da olaia. entro nos corredores de outubro para encontrar um abraço nos teus olhos. este dia será sempre hoje na memória. hoje compreendo os rios. a idade das rochas diz-me palavras profundas. hoje tenho o teu rosto dentro de mim. (José L. Peixoto, A Casa, a Escuridão)

domingo, novembro 20, 2005

parabéns!

Na postagem anterior não disse algo muito importante: hoje o meu pai faz anos. Uma das prendas que lhe dei foi umas das fotografias que coloquei na postagem anterior, em que se vêem alguns dos seus castanheiros. Penso que ele gostou!

love should...

Cheguei há pouco tempo da Serra. Os tons de laranja, amarelo e castanho predominam na paisagem, amenizando o cinzento carregado do céu.
Enquanto fazia a estrada estreita, ladeada de castanheiros quase despidos, que conduz da aldeia à nacional, na rádio passava o tema "Love Should" de Moby, que senti oportuno ao silêncio e à solidão campestres - não perguntem porquê!

sexta-feira, novembro 18, 2005

tantra chinês da boa sorte

1-Dá mais às pessoas do que elas esperam, e fá-lo com alegria.
2-Se te queres casar, casa com alguém com quem gostes de conversar; à medida que se forem conhecendo, o talento para a conversa vai tornar-se tão importante quanto todos os outros.
3-Não acredites em tudo o que ouves, não gastes tudo o que tens e não durmas quanto gostarias.
4-Quando disseres "amo-te" ou "adoro-te", sê sincero.
5-Quando disseres "sinto muito", olha nos olhos da pessoa.
6-Fica noivo pelo menos seis vezes antes do casamento.
7- Acredita no amor à primeira vista, porque ele existe!
8-Nunca te rias dos sonhos dos outros; quem não tem sonhos tem muito pouco.
9- Ama profundamente e com paixão. Até podes ferir-te, mas é o único meio de viveres uma vida completa.
10-Quando te desentenderes, luta limpo. Nada de insultos.
11-Não julgues ninguém pelos seus parentes.
12-Fala devagar, mas pensa depressa.
13-Quando te fizerem uma pergunta a que não queiras responder, sorri e pergunta: "Por que queres saber?".
14-Lembra-te que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos!
15-Diz "saúde" quando alguém espirrar!
16-Quando perderes, não percas a lição.
17-Recorda-te dos três "rs": respeito por ti mesmo, respeito pelos outros, responsabilidade pelos teus actos.
18-Não deixes uma pequena disputa afectar uma grande amizade.
19-Quando notares que cometeste um engano, toma providências imediatas para o corrigir!
20-Sorri, quando atenderes o telefone. Quem está do outro lado vai ouvi-lo na tua voz.
21-Passa algum tempo sozinho.

quando as palavras faltam

Até me apetecia "postar" alguma coisa, mas estou sem ideias e sem tempo! Talvez seja o facto de estar a ouvir Kate Walsh ("It's Never Over"), cuja melodia é conforme ao dia de hoje, cinzento e silencioso que provoca em mim a vontade de escrever. Não sabendo mais que dizer, resta-me desejar a todos os que por aqui passarem um bom dia!

quinta-feira, novembro 17, 2005

errata

Acabei de infringir uma regra elementar: nunca se separa o sujeito do predicado, excepto quando o primeiro vem seguido de um aposto ou de outro complemento intercalado.

sem outros comentários

Há dias, em que um comentário lacónico, pode magoar-nos mais que uma lista de insultos...

quarta-feira, novembro 16, 2005

memórias

O bebé que se vê na imagem sou eu, deitada no berço que deve ter sido de quase todos os primos (e olhem que somos muitos!). Na falta de uma alcofa ou "casca de ovo" (esta última não se vislumbrava no horizonte e a primeira devia ser raríssima), pegaram no berço e, sem cerimónia, puseram-no na rua... Garanto-vos que não fui menos feliz ou menos saudável por isso!...

segunda-feira, novembro 14, 2005

novo(a) ministro(a) da educação precisa-se

Apesar do adiantado da hora, não posso ir dormir sem antes postar um desabafo.
No telejornal da RTP1 de ontem, Judite de Sousa entrevistou a Sra. Ministra da Educação. A entrevista, como sempre que o assunto é incómodo, fez-se de perguntas que conduziram a respostas superficiais. Aliás, desde que este executivo iniciou funções, ainda não ouvi mais que respostas evasivas, contraditórias e ocas de sentido, sobretudo quando saídas da boca da ministra citada. Parece que também ela não tem por hábito estudar a matéria antes dos testes. "Parece-me(...)", "Sim, penso que sim (...), "Não, não tenho ideia (...) são expressões que denotam falta de conhecimento da realidade. A Sra. ministra lembra-me aqueles alunos que, num trabalho de grupo, só assinam e, na hora de apresentar oralmente o trabalho, não têm resposta para perguntas mais complicadas, porque não se envolveram no trabalho desde o início.

domingo, novembro 13, 2005

o prometido é devido

" Portugal no seu melhor", como fora prometido há algumas postagens atrás!

sábado, novembro 12, 2005

quentes e boas

Os festejos de S. Martinho chegaram com um dia de atraso... mas chegaram! As castanhas, assadas no assador de latão - como manda a tradição por estas bandas - e, de seguida, abafadas durante minutos com sal grosso, foram acompanhadas de jeropiga e de conversa galhofeira. Até esquecemos o frio!...

quarta-feira, novembro 09, 2005

rir é o melhor remédio

Acabei de chegar da minha primeira aula de expressão dramática. Sei que, por temperamento, não tenho muito jeito prá "coisa", mas, à partida, encaro isto como um desafio a mim própria. Foram duas horas de pura boa disposição. Há muito tempo que não ria com tanta vontade como hoje. Só por isso, já valeu a pena sair de casa e enfrentar o frio que - agora sim! - não nos permite esquecer que o Inverno chegou pra ficar.

era uma vez

Roubei de novo! Passeei pelo blog da ana e "surripiei-lhe" um dos seus muitos desenhos. Este é apenas um esboço, que eu já tive a sorte de ver completo. Pode ser o esboço de uma história...

terça-feira, novembro 08, 2005

bons sonhos!

esclarecimento

Por falha técnica e erro humano (?!!), não nos foi possível "transportar" a imagem que deveria ilustrar a postagem anterior. Lamentamos o sucedido e prometemos compensar a falha logo que possível.

Portugal no seu melhor...

segunda-feira, novembro 07, 2005

contra a violência

Problema de Expressão - Clã (Letra de Carlos Tê) Só pra dizer que te Amo, Nem sempre encontro o melhor termo, Nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema, A língua inglesa fica sempre bem E nunca atraiçoa ninguém. O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu. Só pra dizer que te Amo Não sei porquê este embaraço Que mais parece que só te estimo. E até nos momentos em que digo que não quero E o que sinto por ti são coisas confusas E até parece que estou a mentir, As palavras custam a sair, Não digo o que estou a sentir, Digo o contrário do que estou a sentir. O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu. E é tão difícil dizer amor, É bem melhor dizê-lo a cantar. Por isso esta noite, fiz esta canção, Para resolver o meu problema de expressão, Pra ficar mais perto, bem mais de perto. Ficar mais perto, bem mais de perto...
Os actos de crescente vandalismo em França são preocupantes, tanto mais quanto o próprio governo de um país dito "civilizado" parece não ser capaz de os travar. Fico, sobretudo, preocupada, porque me parece que, a esta altura, esses actos já não têm uma causa nem um fim justificados (se é que há justificação para qualquer tipo de violência), mas é tão só a violência pela violência. Casos como este entristecem-nos, tornam-nos cépticos, fazem-nos sentir impotentes e mostram-nos que a noção de "civilização" parece não acompanhar aquilo que se entende por "progresso histórico". Terão sido menos "civilizados" os cruzados na Terra Santa, os Romanos, os povos do Norte da Europa, etc.? Se considerarmos que nos separam séculos e que é suposto termos evoluído...

domingo, novembro 06, 2005

e foram felizes para sempre

"Antigamente todos os contos para crianças terminavam com a mesma frase, e foram felizes para sempre, isto depois do Príncipe casar coma Princesa e de terem muitos filhos. Na vida, é claro, nenhum enredo remata assim. As Princesas casam com os guarda-costas, casam com os trapezistas, a vida continua, e os dois são infelizes até que se separam."
Agualusa, J. Eduardo, O Vendedor de Passados

sábado, novembro 05, 2005

o direito à indignação

Pronto! Já estou indisposta... e não é por nada que tenha comido, antes por aquilo que me custa a engolir! Acabei de ouvir na rádio que o nosso primeiro ministro (e leva com minúsculas!) teve a insensibilidade (mais uma!) de considerar "demagógica" a proposta da CGTP, que supõe que o ordenado mínimo passe a ser de 500 euros. O sr. primeiro ministro e os seus ministros (e afins) deviam viver um mês com essa quantia ( ou com muito menos, se nos lembrarmos de quanto é actualmente o salário mínimo nacional), sem poderem mexer noutras contas e sem as preciosas ajudas de custo, e talvez percebessem (??!!) o que é viver sem ter sequer dinheiro para o essencial e para aquilo a que todos deviam ter direito.
Dixit!

um roubo

Fui aos arquivos da ana e resolvi "roubar"...
Maybe I was wrong
Maybe dream too much...
Today I don't feel like
To talk about you, or you
Don't even you...
In my dreams you look... like...
I don't know...
But today my mind is not connecting
With my hands to write
Things with sense...
The heart was never there...
(Devendra Banhart)

quinta-feira, novembro 03, 2005

Aos que me lêem, divulguem...

quarta-feira, novembro 02, 2005

porque sim

Apetece-me "blogar", por nada em especial, mas... porque sim. Talvez me apeteça falar da amizade e de como é importante termos amigos e sentirmos que eles gostam de nós, estejam longe ou perto... Para todos vós, flores silvestres... genuínas, espontâneas, simples...

Ama-me... se puderes...

Ama-me... se puderes...
Liberta as lágrimas  
Que sufocam a garganta.  

Ama-me... se puderes.  
Deixa as minha lagrimas em fio  
Escorrerem pelas tuas mãos. 

 Ama-me... se puderes.  
Abraça-me até não sentir medo.  
Deixa que a noite serene o grito  
Que sabemos inútil,  
O gesto que adivinhamos excessivo.  

Ama-me, se puderes, 
Como sou, como somos.  

Ama-me... se puderes, 
Sem perguntas inúteis  
De respostas vãs.  

Não me ames... se não puderes... 
Antes isso à solidão 
Das esperas prometidas...

Deep

terça-feira, novembro 01, 2005

Morrerei

Morrerei  
Sem que tenha sentido  
O calor dos teus braços, 
Sem que tenha sentido, de novo,  
A brisa a despentear-me os cabelos.  

Morrerei  
Sem que as ondas tenham beijado  
Os meus pés,  
Sem que tenhamos dançado  
A nossa música preferida.  

Morrerei  
Antes que troquemos insultos,  
Antes que um de nós faça as malas e bata a porta,  
Antes que, entre beijos e lágrimas, 
Imploremos perdão...  

Deep