O dia já vai longo ou curto, dependendo da data em que preferimos situar-nos. Passei a barreira do sono. Se não tivesse que me levantar dentro de poucas horas, inventaria (na verdade, não teria que chegar a esse ponto, pois trabalho é o que não me falta!) que fazer noite dentro.
Neste momento, só o som das teclas e dos James quebram o profundo silêncio desta rua adormecida.
O silêncio, por vezes, pode ser perturbador, porque nos coloca frente a frente com os fantasmas que nos habitam e que procuramos iludir com os ruídos diários (tenham eles a origem que tiverem). Somos, então, assaltados por um sentimento de incontornável solidão que nos esmaga (e que mesmo assim não nos parece suficiente para acordar cumplíces). Há momentos, contudo, em que o silêncio pode apaziguar- como agora!




















