domingo, maio 24, 2015

No meio dos silêncio

Sentas-te no meio do silêncio,
esse espaço de cinza.
Dele fizeste a tua casa, 
a tua arma - a única -,
o teu refúgio...

Sentas-te nesse lugar
onde o verde e os poentes
são, por ora, uma miragem,
ecos de um sonho.

Perdeste o trilho - sabe-lo bem -
que podia conduzir-te à ternura,
que podia resgatar-te de ti,
por isso sentas-te e esperas.

Esperas, embora saibas que a espera
é uma arma apontada ao teu peito,
uma espada a escassos centímetros
da tua cabeça...

Ainda assim, esperas...

Deep, Fevereiro de 2013


Devaneio em repetição por aqui...

2 comentários:

Carmem Grinheiro disse...

O silêncio da espera mais ameaça que promete...
O trilho perdido faz palpitar a ansiedade no peito de quem, na incerteza, espera.

bj amg

deep disse...

Por norma, quem espera desespera, mas não alcança. :)

Bj