domingo, fevereiro 16, 2014

A desumanização


(Eu, a trocar umas palavras com o Valter Hugo Mãe, enquanto ele autografava o seu último livro. Desviei, sorrateiramente, a imagem do álbum da livraria Poética. Espero que não me batam por isso.)


«Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.
Quando empedernir, esquecido de toda a humidade da vida, ficará entre as loiças, como inútil souvenir ou peça de uma mesa para uma festa que nunca acontecerá. (…)
Gostarei sempre dele, como se gosta do que está extinto, sejam os dragões, os anjos ou as distâncias. Histórias de coisas que não voltam.
O meu coração sem visitas perderá a memória e, quando nos separarmos de vez, certamente será mais feliz.»

Valter Hugo Mãe, A desumanização, Porto Editora

9 comentários:

Armando Sena disse...

Ainda não conheço esta "versão" da Poética, falha minha.
Um espaço com o cunho e dinamismo da Virgínia.
Os meus parabéns.

Isabel disse...

Podias ter voltado a cara...ficávamos a conhecer-te!

Não simpatizo com este escritor, embora tenha dois livros, infantis, dele, de que gosto muito. Tenho um romance, mas nunca li.

Boa semana, Deep e ...boa leitura!

deep disse...

Armando, a nova Poética é um espaço mais amplo e bonito. Tem de visitá-lo! Boa semana. :)

Isabel, por norma, não gosto que me tirem fotografias, por isso, sempre que posso, "escondo-me".

Independentemente da pessoa do escritor, gosto do que escreve. Ainda não li os infantis, mas fico curiosa. Ontem falou-se no livro "O Rosto" que, ao que parece, está esgotado.

Uma boa semana, Isabel! Bjs

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Agora fiquei com água na boca. Vou procurar este autor aqui no Brasil. Bom fim de domingo.
Abraços,
Renata

Dulce disse...

Adoro Valter Hugo Mãe!! E uma vez ouvi uma entrevista dele, na TV, ainda não lhe conhecia a obra, fiquei fascinada com a pessoa!

deep disse...

Renata, é possível que encontre o livro aí no Brasil.
Boa semana. Um abraço.

Dulce, gostei de o ter conhecido. Revelou-se uma pessoa acessível e comunicativa.
Gostei bastante de "O filho de mil homens". Há nele muitas "verdades" que conhecia, mas às quais talvez não tivesse sido capaz de dar nome.:)

Isabel disse...

Os livros que tenho são "O Rosto" e outro de que ainda gosto mais "As mais belas coisas do mundo", este último é muito bonito. Para "crescidos" tenho "contabilidade", mas ainda não o li.

Boa semana!

deep disse...

Isabel, fico com vontade de encontrar os infantis. Li "O filho de mil homens", de que gostei bastante, e comecei "Desumanização", do qual estou a gostar também.

Bom resto de semana! :)

Dulce disse...

Também adorei "O Filho de Mil Homens"! É tão lindo! Comovedor...