segunda-feira, novembro 11, 2013

Regresso às origens


Um dia, os pais decidem que querem o melhor para si próprios e para os filhos, por isso deixam a aldeia, onde não têm nada de seu. Porque querem que os filhos não regressem à terra, mandam-nos estudar.
Um dia, porque já nada os prende ao lugar onde educaram a descendência ou porque o apelo da terra é maior, regressam às origens. Aí, dedicam-se a acrescentar os pequenos pedaços de terra que receberam por herança e, cansados, reclamam que já não têm forças para tanto e que não há quem lhes preste ajuda. Os filhos, uns cientes das suas obrigações, outros por gosto, outros ainda por necessidade, retomam ou aprendem os trabalho do campo.

Assim têm sido os meus últimos fins-de-semana: horas seguidas de trabalho no campo, para o qual me faltam jeito e apetite. Há, contudo, algo que não posso negar: o trabalho do campo - talvez por me deixar o corpo exausto - limpa-me a alma.

2 comentários:

DIOGO_MAR disse...

Tal como os ponteiros do relógio, a nossa vida obedece a um ciclo onde fisicamente, ou mentalmente somos assomados por uma nostalgia que nos transporta sempre as origens.
É o trago da saudade.
Quando aí chegamos, é que damos conta do tempo que passou.

Diogo_Mar

http://diogo-mar.blogspot.com/

E:

http://diogo7mar.blogspot.pt/

deep disse...

Inevitavelmente, Diogo. :)