sexta-feira, maio 04, 2012

Talvez seja isto...

Espera

Deito-me tarde 
Espero por uma espécie de silêncio 
Que nunca chega cedo 
Espero a atenção a concentração da hora tardia 
Ardente e nua 
É então que os espelhos acendem o seu segundo brilho 
É então que se vê o desenho do vazio 
É então que se vê subitamente 
A nossa própria mão poisada sobre a mesa 
É então que se vê o passar do silêncio 
Navegação antiquíssima e solene 


 Sophia de M. B. Andresen

1 comentário:

Jorge Pimentel disse...

Muito bom!
Bela escolha das palavras de Sophia, para uma lua assim, vigilante na noite.