Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

Feliz 2012!



... é tudo o que desejo para mim e para todos quantos ainda passam por cá!

(Imagem daqui)

Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Vinicius de Moraes - Poema de Natal



Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Segunda-feira, Dezembro 12, 2011

Guess I'm doing fine



There's a blue bird at my window
I can't hear the songs he sings
All the jewels in heaven
They don't look the same to me

I just wade the tides that turned
Till I learn to leave the past behind

It's only lies that I'm living
It's only tears that I'm crying
It's only you that I'm losing
Guess I'm doing fine

All the battlements are empty
And the moon is laying low
Yellow roses in the graveyard
Have no time to watch them grow

Now I bade a friend farewell
I can do whatever pleases me

(...)

Press my face up to the window
To see how warm it is inside
See the things that I've been missing
Missing all this time

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

Segunda-feira, Dezembro 05, 2011

Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

Vinhas de longe

("Corto Maltese", imagem da net)
Vinhas de longe,
transportavas,
nas solas teus sapatos,
areias de outras praias,
onde caminhaste
com os olhos sedentos
de mar e de luz.

Vinhas de longe...
Carregavas nos ombros
segredos revelados,
dores alheias,
sussurrados em noites
de amor e de desespero,
no limiar do esquecimento.

Vi-te chegar,
ó homem que vieste
de longe...
Recolhi a areia
dos teus sapatos,
matei a tua sede
com a água que
sobrava nas minhas mãos,
na breve madrugada
em que o meu corpo
foi o teu porto de abrigo.

"Deep", Dezembro de 2011

Nothing really ends