1.Fui o teu melhor aluno. Aprendi a contar os dias que faltavam para te ver; aprendi a geometria na íris perfeita dos teus olhos; aprendi a biologia no arrepio da tua pele. Marca o exame. Está na hora de revermos a matéria dada.
2.Tirou férias de si próprio. Durante 15 dias ninguém o reconhecia e ele não se lembrava de ninguém. Quando "regressou", parecia-lhe tudo novo e maravilhoso. Apaixonou-se novamente pela sua mulher e fez grandes amigos pela segunda vez.
3. A Sofia andava pelo mundo, de arco-íris em arco-íris. Dizia que a sua vida ficara demasiado cinzenta. Foi no sétimo, em Bangladesh, que conheceu um pintor atraente. Podia ter dado certo, mas já estava outro arco-íris a nascer no horizonte...
Nano-contos, histórias com menos de 40 palavras
terça-feira, novembro 29, 2011
segunda-feira, novembro 28, 2011
segunda-feira, novembro 21, 2011
Mais outono
Se deste Outono
Se deste outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome, somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente e tão avara
de alegria.
Eugénio de Andrade
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quinta-feira, novembro 17, 2011
Pairo na espuma dos dias
Vislumbro o azul,
fugaz e distante azul
que eu beberia
em sorvos lentos
se pudesse...
Da sombra das árvores,
do pó dos caminhos,
do amargo aroma das giestas
guardo a doce memória
num sonho que, a pouco e pouco
se esvai...
quarta-feira, novembro 16, 2011
Aprendamos, amor
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.
Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.
José Saramago, que nasceu num dia 16 de Novembro (1922)
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É lá que tu moras ainda
É lá que tu moras ainda:
nos jogos da infância,
no sabor do café com leite,
na textura do pão com manteiga.
É lá que moras também:
nas madrugadas de confidências,
nas palavras escritas trocadas
em demoradas cartas,
na sombra dos castanheiros.
É também ali que ainda te procuro:
num fim de tarde na praia,
num bailado da Pina Bausch,
nos acordes da guitarra de David Guilmour,
no olhar enigmático do Corto Maltese.
É aqui que ainda te encontro:
nas minhas horas de insónia,
na dor que, de mansinho, assoma,
quando a minha voz se cala
na evidência de já não seres.
16/11/ 2011
nos jogos da infância,
no sabor do café com leite,
na textura do pão com manteiga.
É lá que moras também:
nas madrugadas de confidências,
nas palavras escritas trocadas
em demoradas cartas,
na sombra dos castanheiros.
É também ali que ainda te procuro:
num fim de tarde na praia,
num bailado da Pina Bausch,
nos acordes da guitarra de David Guilmour,
no olhar enigmático do Corto Maltese.
É aqui que ainda te encontro:
nas minhas horas de insónia,
na dor que, de mansinho, assoma,
quando a minha voz se cala
na evidência de já não seres.
16/11/ 2011
domingo, novembro 13, 2011
quarta-feira, novembro 09, 2011
Por falar em chuva...
"Let's be the runners in the mercy rain
Be my bridge when I fear to cross
As we run where the lovers run"
segunda-feira, novembro 07, 2011
Far away
Step in front of a runaway train just to feel alive again.
Pushing forward through the night, aching just to blow aside.
It's so far, so far away.
It's so far, so far away.
Cold wind blows into the skin.
Can't believe the state you're in.
(...)
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