Domingo, Fevereiro 27, 2011

Maintenant je sais

Por sugestão do João, que é um grande apreciador e conhecedor da música francesa. Obrigada. :)



Quand j'étais gosse, haut comme trois pommes,
J'parlais bien fort pour être un homme
J'disais, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS


C'était l'début, c'était l'printemps
Mais quand j'ai eu mes 18 ans
J'ai dit, JE SAIS, ça y est, cette fois JE SAIS


Et aujourd'hui, les jours où je m'retourne
J'regarde la terre où j'ai quand même fait les 100 pas
Et je n'sais toujours pas comment elle tourne !


Vers 25 ans, j'savais tout : l'amour, les roses, la vie, les sous
Tiens oui l'amour ! J'en avais fait tout le tour !


Et heureusement, comme les copains, j'avais pas mangé tout mon pain :
Au milieu de ma vie, j'ai encore appris.
C'que j'ai appris, ça tient en trois, quatre mots :


"Le jour où quelqu'un vous aime, il fait très beau,
j'peux pas mieux dire, il fait très beau !


C'est encore ce qui m'étonne dans la vie,
Moi qui suis à l'automne de ma vie
On oublie tant de soirs de tristesse
Mais jamais un matin de tendresse!


Toute ma jeunesse, j'ai voulu dire JE SAIS
Seulement, plus je cherchais, et puis moins j' savais


Il y a 60 coups qui ont sonné à l'horloge
Je suis encore à ma fenêtre, je regarde, et j'm'interroge ?


Maintenant JE SAIS, JE SAIS QU'ON NE SAIT JAMAIS !


La vie, l'amour, l'argent, les amis et les roses
On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses
C'est tout c'que j'sais ! Mais ça, j'le SAIS... ! 

Como o meu francês não é propriamente bom, não posso afiançar-vos que não haja erros.


Bom domingo!

Sábado, Fevereiro 26, 2011

Mar de Pedras


No Reino Maravilhoso, com vista para a Serra da Sanábria (Espanha).

Bom fim-de-semana!

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2011

No Dia Internacional da Língua Materna,



as palavras de Vergílio Ferreira: ‎


"Da minha língua vê-se o mar. Na minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação."

Domingo, Fevereiro 20, 2011

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011

Avec le temps



Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie le visage et l'on oublie la voix
Le coeur quand ça bat plus, c'est pas la peine d'aller
Chercher plus loin, faut laisser faire et c'est très bien
Avec le temps...


Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre qu'on adorait, qu'on cherchait sous la pluie
L'autre qu'on devinait au détour d'un regard
Entre les mots, entre les lignes et sous le fard
D'un serment maquillé qui s'en va faire sa nuit
Avec le temps tout s'évanouit
Avec le temps...


Avec le temps, va, tout s'en va
Mêm' les plus chouett's souv'nirs ça t'a un' de ces gueules
A la Gal'rie j'Farfouille dans les rayons d'la mort
Le samedi soir quand la tendresse s'en va tout' seule
Avec le temps...


Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre à qui l'on croyait, pour un rhume, pour un rien
L'autre à qui l'on donnait du vent et des bijoux
Pour qui l'on eût vendu son âme pour quelques sous
Devant quoi l'on s'trainait comme trainent les chiens
Avec le temps, va, tout va bien
Avec le temps...


Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie les passions et l'on oublie les voix
Qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
Ne rentre pas trop tard, surtout ne prend pas froid
Avec le temps...


Avec le temps, va, tout s'en va
Et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu
Et l'on se sent glacé dans un lit de hasard
Et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard
Et l'on se sent floué par les années perdues
Alors vraiment
Avec le temps on n'aime plus.

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2011

Federico Aubele - Postales




Cuando estas, 
 El tiempo queda. 
Y las luces brillan mas allá. 
 El sabor de mil besos, 
Que aun me hacen reír y hablar, 
Nada mas nada queda, 
Solamente tu risa en el Bar, 
Postales, que se suceden sin cesar 
Tu aroma, 
Dulce melodía, 
Aun tiene un lugar, 
Del recuerdo que es donde todo, 
 Sucede, otra vez, 
Nada mas nada queda.

Sábado, Fevereiro 12, 2011

Pouso os olhos no teu nome (poesia)

Pouso os olhos
- Sedentos - 
No teu nome
E contemplo-lhe 
As linhas
Costuradas
A negro
De asas presas
Nos remoinhos
Do teu começo


Divido-me,
- Gasta - 
Pelos arcos
Grávidos
De saudade


Passeio-me
-Embriagada - 
Pelas colinas 
Íngremes
Do teu mar


E por fim
Caio, do topo
Do teu acento
No abismo da vida


Virgínia do Carmo, Sou e Sinto

♪ Eels - I need some sleep ♪

Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011

O Amor - F. Pessoa

(Caricatura de Gustavo Duarte. Aqui.)

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque a estou a falar.

Bic Runga - Get Some Sleep

Segunda-feira, Fevereiro 07, 2011

Especialmente


para a Cristina, de quem me lembro sempre que vejo medronhos. 

No próximo Inverno, conto apresentar-vos o medronheiro do meu quintal, que ainda é pequeno. Nessa altura, deve ter já os seus primeiros frutos.

Boa semana!

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011

I’m just a jealous guy

Ultimamente, tenho-me dado conta de que há dois estados que motivam, ainda que a maior parte das vezes não tenhamos consciência de tal, os nossos actos: o ciúme e a necessidade de protagonismo. Um e outro conduzem-nos a uma cegueira tamanha, que perdemos o chão e o discernimento e, não raras vezes, o que conseguimos é tão só ser ridículos e construir muros que nos afastam cada vez mais dos outros. Um e outro manifestam-se a vários níveis e nas diversas relações interpessoais que desenvolvemos. Um e outro são, a meu ver, indissociáveis.

Não sei se a necessidade de protagonismo vem inscrita no nosso código genético, mas se não, desenvolve-se, com toda a certeza, desde muito cedo, traduzindo-se em complexos que os entendidos apelidaram de “Édipo”, para os meninos, e de “Electra”, para as meninas e que nos lembram que na nossa “remota” infância fomos acudidos por instintos parricidas e matricidas.

Ainda na infância, a suspeita de que possamos estar a perder protagonismo junto dos pais, a braços com as necessidades mais prementes dos filhos mais novos, faz de nós seres enciumados e, consequentemente, birrentos.

Seria um sossego se os ciúmes e as birras fossem exclusivos de um período balizado da nossa vida e que terminassem quando crescemos e nos tornamos adultos “maduros e sensatos”. Suspeito, porém, que, com a idade, eles não só aumentam como refinam.

Há pessoas que reagem com pouco contida e mal disfarçada agressividade e amuos aparentemente infundados quando a cara metade cumprimenta ou elogia um amigo ou uma amiga que julgam melhores e mais bonitos (ainda que não sejam), outras esquivam-se aos encontros com os amigos quando incluem a presença de outros e há aquelas que, no local de trabalho, quando suspeitam que estão a perder o protagonismo, a aura que durante anos acreditaram que tiveram, comportam-se como feras acossadas, atacando com uma cegueira descontrolada quem se atravesse no caminho.


A música que me ocorre: