Sexta-feira, Abril 30, 2010
Shadows of ourselves
Coeur mécanique où sont tes piles ?
Perdu dans un monde, tout étranger
Quelle est la raison pour tous ces mensonges
On a plus le droit de se renfermer
Je n'ai pas le temps de perdre la tête
Pour nous sauver de nous-mêmes
Je n'ai pas le temps de perdre la tête
Pour nous sauver de nous-mêmes
Quelle est cette ivresse qui nous entraîne
D'ou viennent tous ces mots qui m'attaquent
Plaisirs incomplets qui m'envoûtent
On a plus le droit de fermer ses portes
Je n'ai pas le temps de perdre la tête
Pour nous sauver de nous-mêmes
Je n'ai pas le temps de perdre la tête
Pour nous sauver de nous-mêmes
Pour nous sauver de nous-mêmes
Pour nous sauver de nous-mêmes
Será que todos acabamos por ser sombra do que fomos? Ou sombra do que sonhámos ser?
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Quarta-feira, Abril 28, 2010
Segunda-feira, Abril 26, 2010
Count your blessings instead of sheep
Boa noite... Se tiverem de contar alguma coisa, que sejam bênçãos...
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Domingo, Abril 25, 2010
Nesta hora
Nesta hora limpa da verdade é preciso dizer a verdade toda
Mesmo aquela que é impopular neste dia em que se invoca o povo
Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio
E lhe seja proposta uma verdade inteira e não meia verdade
Meia verdade é como habitar meio quarto
Ganhar meio salário
Como só ter direito
a metade da vida
O demagogo diz da verdade a metade
E o resto joga com habilidade
Porque pensa que o povo só pensa metade
Porque pensa que o povo não percebe nem sabe
A verdade não é uma especialidade
Para especializados clérigos letrados
Não basta gritar povo é preciso expôr
Partir do olhar da mão e da razão
Partir da limpidez do elementar
Como quem parte do sol do mar do ar
Como quem parte da terra onde os homens estão
Para construir o canto do terrestre
- Sob o ausente olhar silente de atenção -
Para construir a festa do terrestre
Na nudez de alegria que nos veste
Sophia de Mello Breyner, 20 de Maio de 1974
Trinta e seis anos depois, há ainda tanta verdade neste poema...
Mesmo aquela que é impopular neste dia em que se invoca o povo
Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio
E lhe seja proposta uma verdade inteira e não meia verdade
Meia verdade é como habitar meio quarto
Ganhar meio salário
Como só ter direito
a metade da vida
O demagogo diz da verdade a metade
E o resto joga com habilidade
Porque pensa que o povo só pensa metade
Porque pensa que o povo não percebe nem sabe
A verdade não é uma especialidade
Para especializados clérigos letrados
Não basta gritar povo é preciso expôr
Partir do olhar da mão e da razão
Partir da limpidez do elementar
Como quem parte do sol do mar do ar
Como quem parte da terra onde os homens estão
Para construir o canto do terrestre
- Sob o ausente olhar silente de atenção -
Para construir a festa do terrestre
Na nudez de alegria que nos veste
Sophia de Mello Breyner, 20 de Maio de 1974
Trinta e seis anos depois, há ainda tanta verdade neste poema...
Sábado, Abril 24, 2010
Ai que prazer não ter que cumprir um dever...
...ter livros para ler e poder fazê-lo!
Oferecidos ou adquiridos por mim, estes são alguns dos livros que estão em processo lento de leitura e que gostaria de poder ler sem obstáculos nos próximos tempos.
De alguns li apenas as primeiras páginas, outros vão a meio, outros a poucas páginas do fim, mas todos estão começados e de todos vou lendo um pouco, conforme a disponibilidade e o estado de alma. "Uma indecência" - dizia-me, há dias uma amiga em tom de brincadeira, a propósito deste meu hábito de ler vários livros ao mesmo tempo.
Resta-me esperar por melhores dias... Agora, ao trabalho!
Sexta-feira, Abril 23, 2010
Quarta-feira, Abril 21, 2010
Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto, Raiz de Orvalho e Outros Poemas
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto, Raiz de Orvalho e Outros Poemas
Terça-feira, Abril 20, 2010
Remédios Santos - sem princípios activos
é a última produção da Peripécia Teatro, a que tive o prazer de assistir no segundo dia de apresentação, ou seja, na passada sexta-feira, dia 16.Alternando entre o cómico e o trágico, sucedem-se pequenas histórias e personagens, através das quais se entra no mundo dos medicamentos. Pretende-se, provocando o riso e incitando à reflexão, denunciar os lucros escandalosos dos grandes grupos farmacêuticos, os jogos de bastidores e a corrupção de que alguns profissionais de saúde são presas fáceis. Ao mesmo tempo, satiriza-se sobre a nossa dependência relativamente aos medicamentos, que vão fazendo cair no esquecimento as velhas mezinhas.
Em palco, um número reduzido de adereços vai assumindo inesperadas e inusitadas funções, emprestando energia ao espectáculo e revelando um trabalho, ainda que esperado para quem conhece a companhia, surpreendente.
No dia 22, será a vez de Chaves poder usufruir de um bom momento de teatro (Cine Teatro Bento Martins, 21h30). Se estiverem por lá ou por perto, não deixem de ir.
A imagem foi "roubada" aqui.
A imagem foi "roubada" aqui.
Segunda-feira, Abril 19, 2010
Perfect Day
rubia, ontem foi, de facto, (almost) a "perfect day"... o mesmo não posso dizer de hoje, pelo menos a avaliar pela manhã. Obrigada pela oferta virtual. :)
Pouco a declarar...
A cada ano que passa, diminui a vontade (ou a necessidade) de ser protagonista de um dia especial. Talvez seja maturidade. Ou – pior – sinal de cansaço.
Não posso dizer que tenha sido um domingo igual a tantos outros. Os espaços foram praticamente os mesmos. Repetiram-se alguns rituais, mas multiplicaram-se telefonemas, emails, sms, mensagens e ofertas no Facebook. Entre os presentes, contam-se livros, flores, desenhos e um marcador de livros feitos pelos mais novos e um perfume que fiz questão de comprar e de mandar embrulhar para mim própria (“ I Love Love” da Moschino).
O melhor, como sempre: os momentos curtos, mas serenos, com a família e com os amigos (em presença ou por outra via).
De resto, nada a declarar. Desde ontem, continuo a mesma. Não se acrescentou qualquer branca ao meu cabelo ou alguma ruga ao meu rosto. Sinto, isso sim, o coração mais quente e a alma mais leve.
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Sábado, Abril 17, 2010
Isn't this a lovely day?
Esta música é especialmente dedicada à "habitante" desta casa que, se bem me lembro, comemora hoje mais um aniversário. Parabéns!
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Stacey Kent
Sexta-feira, Abril 16, 2010
Leer esta de moda
Obrigada à menina que teve a gentileza de me "oferecer" este vídeo. :)
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Quinta-feira, Abril 15, 2010
Tutte le lettere d'amore
Tutte le lettere d’amore sono
ridicole. Non sarebbero lettere d’amore se non fossero
ridicole.
Anch’io ho scritto ai miei tempi lettere d’amore,
come le altre,
ridicole.
Le lettere d’amore, se c’è l’amore,
devono essere
ridicole.
Ma dopotutto
solo coloro che non hanno mai scritto
lettere d’amore
sono
ridicoli.
Magari fosse ancora il tempo in cui scrivevo
senza accorgermene
lettere d’amore
ridicole.
La verità è che oggi
sono i miei ricordi
di quelle lettere
a essere ridicoli.
(Tutte le parole sdrucciole,
come tutti i sentimenti sdruccioli,
sono naturalmente
ridicole).
Fernando Pessoa
Encontrei esta tradução (que não posso garantir que seja fiável) e não me pareceu ridícula, antes deliciosa...
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Eu sabia...
que não estava perdido. Lembrava-me, até, de ter pensado, quando o guardei, que se o pusesse naquele lugar não me esqueceria dele. A verdade é que o maldito papel de que precisava só apareceu depois de ter virado do avesso quase todas os dossiês, gavetas, e estantes cá de casa. Com a "brincadeira", ganhei finalmente ânimo para deitar fora uma infinidade de papéis velhos e sem utilidade. Sabe tão bem desfazermo-nos de coisas, até sentimos a alma mais leve...
Segunda-feira, Abril 12, 2010
No ceiling
"Sure as I am breathing
Sure as I'm sad
I'll keep this wisdom in my flesh..."
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Domingo, Abril 11, 2010
Quinta-feira, Abril 08, 2010
Quarta-feira, Abril 07, 2010
No Planalto Mirandês
1, 2 e 3 - Mogadouro: Torre do Relógio e Igreja da Misericórdia; Torre de Menagem; Igreja Matriz
4 - Miranda do Douro: Sé
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Terça-feira, Abril 06, 2010
Pedido de ajuda - Ana Carolina
O pedido de ajuda vem do Antero Neto. Em vez de copiar o texto dele, prefiro reenviar-vos para o seu espaço blogosférico. Passem por lá para saberem pormenores.
Segunda-feira, Abril 05, 2010
Domingo, Abril 04, 2010
Finalmente
a chuva e o cinzento deram tréguas. É esta hoje a luz (até onde a minha máquina consegue captá-la) por estas bandas. Se não fosse um friozinho, que vem talvez da vizinha Sanábria (carregada de neve), poderíamos dizer que a Primavera chegou para ficar.
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Sábado, Abril 03, 2010
Las simples cosas
Com votos de um dia feliz para o Zé Marto. Parabéns, poeta!
Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas,
Lo mismo que un árbol en tiempos de otoño muere por sus hojas.
Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas,
Esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón.
Uno vuelve siempre a los viejos sitios en que amó la vida,
Y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
Que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.
Demorate aquí, en la luz mayor de este mediodía,
Donde encontrarás con el pan al sol la mesa servida.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
Que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.
(Letra de César Isella; Música de Tejada Gómez)
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Quinta-feira, Abril 01, 2010
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