
Aproveitar o sol, enquanto Agosto não chega e é ainda possível encontrar uma sombra perto da água...

Aproveitar o sol, enquanto Agosto não chega e é ainda possível encontrar uma sombra perto da água...
é o título de um documentário de que já conhecia este excerto e que hoje tive oportunidade de ver na íntegra. Revela-se um filme cativante pelo que tem de genuíno, por retratar a simplicidade e generosidade das gentes de Miranda (e dos transmontanos em geral) e por recuperar algumas peças do património oral que correm o risco de serem esquecidas.
Na infância e na adolescência, visitava frequentemente, com uns amigos, uma aldeia do concelho de Miranda, para vindimar ou para passar uns dias no Verão. Lá, não havia café, nem mercearia, e, na hora da sesta, as pessoas recolhiam-se nas suas casas, para se protegerem do intenso calor. Tudo ficava, então, silencioso. As pessoas mais velhas, que se expressavam em mirandês cerrado, eram afáveis e curiosas. Por tudo isto, a minha relação com o filme não pode deixar de ser também afectiva.
(Serra de Bornes,Trás-os-Montes, Abril de 2009)
Mas à sombra, claro está, que o sol não está para brincadeiras!
I wish I knew how it would feel to be free I wish I could break all the chains holding me I wish I could say all the things that I should say say 'em loud, say 'em clear for the whole round world to hear. I wish I could share all the love that's in my heart remove all the bars that keep us apart I wish you could know what it means to be me Then you'd see and agree that every man should be free. I wish I could give all I'm longing to give I wish I could live like I'm longing to live I wish that I could do all the things that I can do though I'm way overdue I'd be starting anew. Well I wish I could be like a bird in the sky how sweet it would be if I found I could fly Oh I'd soar to the sun and look down at the sea and I'd sing cos I'd know that and I'd sing cos I'd know that and I'd sing cos I'd know that I'd know how it feels to be free I'd know how it feels to be free I'd know how it feels to be free
Imagem: Lighthouse Hill de Edward Hopper
Há vinte anos, tive a sorte de a ver dançar no grande auditório da Gulbenkian. Impressionou-me o facto de ter ficado todo o intervalo no palco, de pé, sem se mexer.