quarta-feira, julho 29, 2009

livros (não) são (só) papéis pintados com tinta*

Quando decido (finalmente) arrumar as estantes, invade-me, por vezes, uma sensação semelhante (ou melhor) àquela que experimento quando descubro uma nota no bolso de um casaco que não vestia desde a estação anterior.
À medida que esvazio as prateleiras para, depois de limpas, as encher de novo, vão-se revelando livros que julgava perdidos, outros que não recordava ter e algumas obras repetidas. Pelo caminho, demoro-me nas datas e nos locais em que foram comprados ou nas palavras amigas que acompanharam ofertas, fazendo a tarefa durar o dobro do tempo.
* "Livros são papéis pintados com tinta" é um verso do poema "Liberdade" de Fernando Pessoa.

2 comentários:

Koky disse...

Diria que os livros são tudo o que quero/quis ser e não sou/fui; uma parte de mim...


Cruzámo-nos na Segunda-feira, com a distracção não a vi/cumprimentei a tempo e entretanto escapuliu-se para o autocarro, e eu, sem saber bem o que dizer deixei-a ir. Timidez dos dois?

deep disse...

Olá, Koky. Agora tenho a certeza que nos cruzámos na segunda-feira. :) Como não tive a certeza e como temi perder o autocarro, acabei por não reagir a tempo de um cumprimento. Não foi má vontade. Talvez alguma timidez à mistura:)