terça-feira, fevereiro 03, 2009

o medo amoroso

e se o medo fosse desejo desmedido de te ver, de ficar só contigo junto de um mar escuro a vida inteira ... se o remo que percute fosse o bem que me foi dado e fosse o sinal, o grito que abafei, a hora que perdi leve dentro de um tempo que o tempo cancelou ... se eu não fosse a voz que te chama e te acompanha dentro de dias iguais, ... por quais caminhos ainda procuraria os teus passos prudentes, o teu chamamento ... se só por medo eu berrasse: "Amo-te!" ... Elio Pecora

6 comentários:

Jorge Pimentel disse...

Encontrei-te pelo texto do António Gedeão, que postaste no dia 2 de Novembro e em que o autor assume que a diferença é condição de ser.
Percorri o teu espaço e, curiosamente, também te percebi assim, diferente e folha que não tomba e que, no seu “volitar” olha e observa.
Gostei de ver como consegues deter, neste teu espaço uma autêntica base de dados do “Blogreino Maravilhoso”. Parabéns!

Passa por meus olhares!!

Nilson Barcelli disse...

Não conhecia nada do autor (que me lembre) e achei este poema excelente.
Obrigado pela partilha.
Bom fim de semana.
Beijo.

Cristina Gomes da Silva disse...

Pois, é dos medos maiores. Somos sempre avaros daquilo que achamos poder ser demasiado comprometimento.
Abraço de cá

vaandando disse...

como eu gostei de ler, e no encalço estou do livro ou livros do poeta ...
Música e abraço amigo !
______________ JRMARTO

clorinda disse...

um prazer...
CarpeDiem
Abraço

Infame da Vileza disse...

O medo é o governo ditatorial dos afectos. Enquanto não houver um golpe de estado amaremos de forma institucional.
Bjs

P.S. Passei o Marão!
A Nina é sempre um oásis.