segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Da leitura


de Uma Casa no Fim do Mundo ( Michael Cunningham):

- a amarga certeza de que não são os lugares que nos mudam; quando optamos por nova morada, transportamos aquilo que nos causa maior desconforto - nós próprios, com medos, fantasmas e ressentimentos, apesar das memórias que nos dão conforto;

- a sensação de que, muitas vezes, não vivemos - sobrevivemos, tentamos manter a cabeça à tona da água;

- a confirmação de que não há amor, por muito forte que seja, que nos salve de um estado de solidão intrínseco;

- a promessa de que há amizades que conseguem sobreviver à turbulência dos dias;

- ...

Uma Casa no Fim do Mundo não é um livro fácil - emocionalmente, entenda-se. Talvez porque nos obrigue a vermo-nos ao espelho e a confrontarmo-nos com os nossos próprios sentimentos - contraditórios, a maior parte das vezes.

Das Horas, retoma temáticas - a homossexualidade, a doença, a insatisfação, as amizades dolorosas e dúbias -, o espaço - Nova Iorque -, personagens - a que o autor dá outros nomes.

Inúmeras referências musicais - e algumas cinematográficas - fazem-nos desejar voltar ao velhinhos, entre os quais Janis Joplin e Bob Dylan, ou conhecer outros, como Laura Nyro, de que nunca ouvira falar.

Alguns excertos aqui.

5 comentários:

M&M disse...

bonitos excertos.
mereciam esta partilha.

Astor disse...

algo que quero recuperar, com a minha nova vida (espero), é o tempo para a leitura. tempo e disposição!

PS: bela música ;)

Araj disse...

"- a sensação de que, muitas vezes, não vivemos - sobrevivemos, tentamos manter a cabeça à tona da água;" Para quem é "tuga" não é só uma sensação :S

wandolas disse...

Olá amiga!
Boa semana.

calminha disse...

convenceste-me , porque adoro ler e este ainda não li e interessou.me.
bj