terça-feira, janeiro 24, 2006

amores

Gosto de cadernos. Preferencialmente, de capa dura, costurados. Não importa muito o tamanho, embora escolha, quase sempre, cadernos pequenos, A5, que possa manusear facilmente, quando já estou deitada ou até mesmo a ingerir uma refeição mais ligeira. Ou mais pequenos ainda, para os levar para todo o lado.
Hoje veio este ter comigo. Presente tardio de Natal. É um caderno de viagem, com um elástico, que lembra os que supostamente Bruce Chatwin levava nas suas viagens (um "moleskine", parece-me), um pouco maior do que aquele de capa preta que também me ofereceram e que pretende imitar os que Le Courbusier usou durante toda a sua vida. Na capa deste reproduz-se "O Som do Bambu", uma imagem de Wen Cheng-ming, um pintor chinês, que viveu entre os séculos XV e XVI; no interior da contracapa existe, curiosamente, uma bolsa de cartão, em fole.
Desagrada-me apenas o facto de, apesar de ter sido adquirido em Portugal, não incluir, no final, um texto descritivo em português, ao lado do texto repetido em seis diferentes línguas.

8 comentários:

Miguel disse...

O que me parece, contraria a legislação.
Mas mais interessante, é o que em português lá vais escrever!
Bj

'Tá Difícil disse...

Curiosamente... também sou fã de cadernos de capa dura e pelos mesmos motivos que você. Os de viagem, com elásticos, permitem (até) guardar melhor recordações para além das que lhes rabiscamos. Um flor seca colhida “naquele” momento, uma fotografia esquecida ou um poema escrito de improviso num pedaço de guardanapo... quem nunca reservou algo parecido?

Um beijinho

pinky disse...

é lindo o teu caderno! a imagem é deslumbrante.
ñão te chateies com isso de não ter tradução em Português, é por essas que somos dos povos que mais linguas sabe falar! ;)

Giraluas disse...

Não sei como é no teu caso mas o meu sentimento por um caderno desses, expecialmente antes de o estrear é de excitação. Desejo. E as imitações (reedições?) de moleskin que agora se encontram por todo lado são apesar de tudo deliciosas...bjs

Pagan disse...

Nunca tive um desses um desses cadernos "especiais" para andar sempre comigo. Mas sempre tive uma "coisa especial" com cadernos. Ainda não há muito tempo, tinha em minha casa mais cadernos do que livros, sobras da minha juventude quando rabiscar umas palavras era tão importante que sempre comprava um caderninho barato para o poder fazer. Gostava das SEBENTAS pois podia destacas as folhas duplas centrais quando queria desenhar algo maior. Beijos mágicos.

gala disse...

Deep...comprei um desses pra mim (auto-prenda) no Natal..na Papelaria Fernandes .Ainda não escrevi nada...está guardado na minha mesinha de cabeceira á espera de uma viagem:) beijinhos

alyia disse...

Por mim tanto faz o caderno, grande pequeno, rijo mole, com ou sem linhas, amarelo ou às pintinhas, mas interesso-me sempre pelo que lá tem dentro. Vê se recheias esse e o mandas para aqui :)

Nilson Barcelli disse...

Esses caderninhos voltaram a estar na moda.
Ainda näo aderi, mas ainda me recordo de os usar (identicos).
Os PC's vieram eliminar muito papel...
Beijinhos