Na tarde do dia 24, alguns rapazes da aldeia transportaram,com a ajuda de um tractor e de uma retro, um magnífico tronco de castanheiro, que foi a estrela da fogueira de Natal. O esforço e o orgulho com que o transportaram lembrou-me o transporte da pedra em O Memorial do Convento, de José Saramago.
domingo, dezembro 27, 2015
Silêncio
Cravou-se o teu silêncio
no meu peito.
Sou, agora, a ave
em agonia que teme
a dor do último suspiro.
[...]
no meu peito.
Sou, agora, a ave
em agonia que teme
a dor do último suspiro.
[...]
Presépios
´
Nunca tive intenção de ter uma colecção, mas, aos poucos, entre compras e ofertas (quase todos), cheguei à dezena.
quinta-feira, dezembro 24, 2015
[...]
Vai tudo dormir...
Só eu velo, sonolentamente escutando,
Esperando
Qualquer coisa antes que durma...
Qualquer coisa...
F. Pessoa - Álvaro de Campos
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quarta-feira, dezembro 23, 2015
segunda-feira, dezembro 21, 2015
Espera
Miguelanxo Prado, "O último café de Fernando Pessoa no Martinho da Arcada, enquanto espera pelo Almada Negreiros"
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Às vezes
Duy Huynh, "Bee the change"
um zumbido que detona o coração.
Às vezes é uma vírgula que tomba na frase
uma cabeça que desaba num ombro qualquer.
uma cabeça que desaba num ombro qualquer.
Às vezes é um fósforo
que resplandece venturosas entradas
no dicionário dos dias.
que resplandece venturosas entradas
no dicionário dos dias.
Às vezes nem isso.
Às vezes é um sopro que revira o mundo
no ventre do tempo
como quem se prepara para uma nova vida.
no ventre do tempo
como quem se prepara para uma nova vida.
Nuno Costa Santos
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domingo, dezembro 20, 2015
Palavras que gostaria de ter escrito
se soubesse escrever assim:
«Explicaram-me que a intimidade faz-se de dádiva interior, de cumplicidade, de interesse mútuo. Por isso, a intimidade é o primeiro requisito para haver amizade e para haver amor.
Se não disseres nada sobre ti, sobre o que gostas e o que não suportas, sobre o que te faz sentir bem e do que sentes falta, sobre como te organizas em termos práticos, ninguém vai perceber quem tu és e não terás pessoas.»
O texto completo aqui.
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Pequenos prazeres
A aproximação do Natal é sempre um bom pretexto para um jantar entre amigos. Este estava delicioso, mas mais importante do que o jantar, para o qual todos contribuímos, foram o convívio, a boa disposição e o companheirismo. No regresso a casa, uma chuva morna pareceu trazer mais brilho à noite.
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