quinta-feira, janeiro 31, 2013
terça-feira, janeiro 29, 2013
segunda-feira, janeiro 28, 2013
domingo, janeiro 27, 2013
Não mais que um devaneio
(T-o-M, 2012)
Chegamos de mãos vazias.
Trazemos os ouvidos
cansados de muitas histórias inúteis,
o olhar vago, o coração gasto
de tantas esperas vãs...
Do amor não sobra mais
do que a espuma do café
que bordeja o interior da chávena,
a esperança, essa, parece querer partir
na primeira passa do cigarro
que fumamos apressados...
Como se alguém nos esperasse
num qualquer aconchego,
como se houvesse ainda
caminhos que valha a pena
palmilhar,
como se pudesse
ainda um qualquer rio
conduzir-nos à imensidão
do mar, em que possamos,
para sempre,
perder-nos...
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música
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Devaneando...
(Mosteiros, S. Miguel/ Julho de 2011)
Falas-me do sole da areia morna
de outros poentes.
Em troca, conto-te
o frio das noites,
o cinzento das horas
que se agarrou a mim
como uma pele nova.
Peço-te, com os olhos
e com o que silencio,
que me leves contigo
a ver os poentes em brasa
de que perdi a memória.
Mas tu ignoras os meus gritos,
tu preferes não ver
o gume em que caminho
nas horas de desespero...
Tu nunca ficas:
o teu coração precisa de luz...
Tu nunca ficas: os teus braços
anseiam ser asas...
Tu nunca olhas para trás: o teu mundo
são o mar e a vastidão
de montanhas e de desejos...
domingo, janeiro 20, 2013
sexta-feira, janeiro 18, 2013
Ecce homo
Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.
Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.
Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,
Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.
José Carlos Ary dos Santos
Do poeta Ary, que partiu num dia 18 de Janeiro (1984)...
quinta-feira, janeiro 17, 2013
"Assuntamente"
Por vezes, sinto que assusto as pessoas. Sei que não tem que ver com o meus atributos físicos, porque, embora saiba que não sou propriamente bonita, também não me considero feia.
Há tempos, a minha sobrinha mais velha pediu-me para lhe ler uma história. Pouco depois de ter começado a leitura, ela interrompeu-me, acrescentado, com a sinceridade própria da idade, que preferia quando a minha irmã lia para ela. Quis saber porquê. Respondeu-me que eu lia mais "assuntamente". Questionei-a sobre o significado da palavra. Não soube dizer-me mais do que «Não sei... assim... mais assuntamente.». Interpretei o "neologismo" como sinónimo de "cerimoniosamente", "de forma séria".
Talvez seja esta também a imagem que certas pessoas têm de mim e que as afasta. Será?
Há tempos, a minha sobrinha mais velha pediu-me para lhe ler uma história. Pouco depois de ter começado a leitura, ela interrompeu-me, acrescentado, com a sinceridade própria da idade, que preferia quando a minha irmã lia para ela. Quis saber porquê. Respondeu-me que eu lia mais "assuntamente". Questionei-a sobre o significado da palavra. Não soube dizer-me mais do que «Não sei... assim... mais assuntamente.». Interpretei o "neologismo" como sinónimo de "cerimoniosamente", "de forma séria".
Talvez seja esta também a imagem que certas pessoas têm de mim e que as afasta. Será?
terça-feira, janeiro 15, 2013
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