terça-feira, julho 31, 2012

Sabor

Foz do Sabor

Sabor (um lugar próximo da ponte de Remondes)

terça-feira, julho 24, 2012

Variações em tom menor


Para jardim te queria.
Te queria para gume
ou o frio das espadas.
Te queria para lume.
Para orvalho te queria
sobre as horas transtornadas.

Para a boca te queria.
Te queria para entrar
e partir pela cintura.
Para barco te queria.
Te queria para ser
canção breve, chama pura.


Eugénio de Andrade

Vírus

Sempre que acedo ao blogue, surge um som que suspeito ser vírus. Já tentei solucionar o problema alterando as definições, mas nada mudou. 
Alguém sabe como isto se resolve?

sábado, julho 21, 2012

segunda-feira, julho 16, 2012

Street spirit

Neste momento, no Optimus Alive, onde eu não estou...

sábado, julho 14, 2012

Pelo Barroso







Num fim de tarde de sexta-feira 13, resolvemos passar por Pitões das Júnias, Montalegre, e descer até ao Mosteiro Beneditino de Santa Maria das Júnias (séc IX). A chuva e o frio apanharam-nos de surpresa, tornando o passeio breve, mas, ainda assim, proveitoso.

sexta-feira, julho 13, 2012


Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.

Alexandre O’Neill

quinta-feira, julho 12, 2012

Prelúdio


Ressoam nas colinas do silêncio
as palavras paradas, por dizer:
sustidas, refreadas, frias, tensas
apetece libertá-las, a saber,
avivar a língua, silabá-las,
atear-lhes a voz, pô-las a arder,
despertar-lhes os sentidos - e afagá-las
comprazidas num corpo de mulher.

Apetece acolher, pegar em duas
ou três das palavras soltas, nuas
e com elas longamente conversar,
e manter a mais rouca, mais bravia
- prelúdio matinal da rebeldia -
sobre as dunas do tempo a galopar.

Domingos da Mota

terça-feira, julho 10, 2012

Nós e os outros

Há sempre à nossa volta quem tenha "grandes" teorias sobre o modo como devemos conduzir a nossa vida ou sobre as mudanças que devem acontecer em nós, tanto fisicamente, como ao nível da personalidade e dos comportamentos. São, por norma, as mesmas pessoas que levam a mal se alguém tentar fazer-lhes o mesmo.

Essas pessoas usam abundantemente expressões como "devias", "na minha opinião", "se fosse comigo", "comigo, nem pensar", "pois eu", "ah, eu nunca/ não", muitas vezes seguidas de pontos de exclamação que podem, ou não, ser acompanhados de interjeições, de espanto ou de indignação, mas que sempre significam que nós estamos redondamente enganados e que a pessoa tem a fórmula certa para que tudo esteja no seu devido lugar. 

A maior parte das vezes, pessoas assim estão menos preocupadas com a nossa felicidade ou com o nosso bem estar do que com os interesses próprios. A nossa "teimosia", por norma, desconcerta-as, ofende-as, porque põe em causa  o domínio que julgam ter sobre nós ou as suas certezas sobre o que é certo ou errado. 

Como, não raras vezes, pessoas com essas características nos julgam inferiores, porque somos menos "despachados", menos extrovertidos ou menos divertidos, tendem a aceitar com dificuldade as nossas vitórias e a desvalorizar (ou a dar pouca importância) as nossas qualidades, ainda que continuem a querer-nos por perto.

Acredito que, quando tal acontece, também nos cabe uma parte da culpa, porque, durante demasiado tempo, fomos incapazes de pôr limites, de dizer "não", de fazer prevalecer a nossa vontade.

A alma está a precisar...

... de mudar de roupa!