sábado, julho 21, 2012
segunda-feira, julho 16, 2012
sábado, julho 14, 2012
Pelo Barroso
Num fim de tarde de sexta-feira 13, resolvemos passar por Pitões das Júnias, Montalegre, e descer até ao Mosteiro Beneditino de Santa Maria das Júnias (séc IX). A chuva e o frio apanharam-nos de surpresa, tornando o passeio breve, mas, ainda assim, proveitoso.
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sexta-feira, julho 13, 2012
quinta-feira, julho 12, 2012
Prelúdio
Ressoam nas colinas do silêncio
as palavras paradas, por dizer:
sustidas, refreadas, frias, tensas
apetece libertá-las, a saber,
avivar a língua, silabá-las,
atear-lhes a voz, pô-las a arder,
despertar-lhes os sentidos - e afagá-las
comprazidas num corpo de mulher.
Apetece acolher, pegar em duas
ou três das palavras soltas, nuas
e com elas longamente conversar,
e manter a mais rouca, mais bravia
- prelúdio matinal da rebeldia -
sobre as dunas do tempo a galopar.
Domingos da Mota
as palavras paradas, por dizer:
sustidas, refreadas, frias, tensas
apetece libertá-las, a saber,
avivar a língua, silabá-las,
atear-lhes a voz, pô-las a arder,
despertar-lhes os sentidos - e afagá-las
comprazidas num corpo de mulher.
Apetece acolher, pegar em duas
ou três das palavras soltas, nuas
e com elas longamente conversar,
e manter a mais rouca, mais bravia
- prelúdio matinal da rebeldia -
sobre as dunas do tempo a galopar.
Domingos da Mota
terça-feira, julho 10, 2012
Nós e os outros
Há sempre à nossa volta quem tenha "grandes" teorias sobre o modo como devemos conduzir a nossa vida ou sobre as mudanças que devem acontecer em nós, tanto fisicamente, como ao nível da personalidade e dos comportamentos. São, por norma, as mesmas pessoas que levam a mal se alguém tentar fazer-lhes o mesmo.
Essas pessoas usam abundantemente expressões como "devias", "na minha opinião", "se fosse comigo", "comigo, nem pensar", "pois eu", "ah, eu nunca/ não", muitas vezes seguidas de pontos de exclamação que podem, ou não, ser acompanhados de interjeições, de espanto ou de indignação, mas que sempre significam que nós estamos redondamente enganados e que a pessoa tem a fórmula certa para que tudo esteja no seu devido lugar.
A maior parte das vezes, pessoas assim estão menos preocupadas com a nossa felicidade ou com o nosso bem estar do que com os interesses próprios. A nossa "teimosia", por norma, desconcerta-as, ofende-as, porque põe em causa o domínio que julgam ter sobre nós ou as suas certezas sobre o que é certo ou errado.
Como, não raras vezes, pessoas com essas características nos julgam inferiores, porque somos menos "despachados", menos extrovertidos ou menos divertidos, tendem a aceitar com dificuldade as nossas vitórias e a desvalorizar (ou a dar pouca importância) as nossas qualidades, ainda que continuem a querer-nos por perto.
Acredito que, quando tal acontece, também nos cabe uma parte da culpa, porque, durante demasiado tempo, fomos incapazes de pôr limites, de dizer "não", de fazer prevalecer a nossa vontade.
domingo, julho 08, 2012
Saudades do mar
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de M. B. Andresen
sábado, julho 07, 2012
Finjo que és quase nada
Finjo que és quase nada
És só mais uma fotografia
Clandestina numa pasta
Dum arquivo do qual só eu
Conheço a palavra-passe
E minto-me cada vez
Que abro essa pasta e digito
A palavra que só eu sei
E que compõe
A password que é
O teu e o meu nome
Enredados
Escritos em letra minúscula
Finjo que foste quase nada
E afinal trago tatuado
Em meu subsistir
O teu nome em letra imperceptível
Que se retém
Nas reminiscências dos meus dias
Finjo que és quase nada
E sei que afinal
és quase tudo...
Piedade Araújo Sol
És só mais uma fotografia
Clandestina numa pasta
Dum arquivo do qual só eu
Conheço a palavra-passe
E minto-me cada vez
Que abro essa pasta e digito
A palavra que só eu sei
E que compõe
A password que é
O teu e o meu nome
Enredados
Escritos em letra minúscula
Finjo que foste quase nada
E afinal trago tatuado
Em meu subsistir
O teu nome em letra imperceptível
Que se retém
Nas reminiscências dos meus dias
Finjo que és quase nada
E sei que afinal
és quase tudo...
Piedade Araújo Sol
segunda-feira, julho 02, 2012
Mateus
Palácio de Mateus, Vila Real
Fui de novo a Mateus. Acompanharam-me duas adultas (a minha irmã e uma amiga comum de longa data) e duas princesas de 8 e 9 anos ( a minha sobrinha mais velha e a filha da minha amiga). Supúnhamos que as miúdas delirassem com os jardins, mas temíamos que se aborrecessem com a visita ao palácio. O nosso receio não se confirmou. Não só ficaram entusiasmadas com a visita, como foram fazendo perguntas pertinentes à guia, facto que deixou mãe e tias muito satisfeitas.
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