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sábado, julho 07, 2018
quinta-feira, julho 05, 2018
Fresca, doce e saborosa
Mudando de registo...
Para os interessados:
2 copos de 1/2 kg de iogurte grego;
1 lata de leite condensado (dispensável, se o iogurte for açucarado)
1 pão-de-ló (de compra)
frutos do bosque congelados
Começa-se por cobrir o fundo de uma taça transparente com pão-de-ló esfarelado; cobre-se o bolo com o iogurte, que antes se misturou com o leite condensado e, depois, junta-se os frutos vermelhos. Repete-se o procedimento duas vezes. Guarda-se a sobremesa no frigorífico, até servir.
terça-feira, junho 26, 2018
domingo, junho 17, 2018
sábado, junho 16, 2018
Razão de ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
Paulo Leminski
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
Paulo Leminski
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sábado, junho 02, 2018
It´s time to find a place
It’s time to find a place
to be silent with each other.
I have prattled endlessly
in staff-rooms, corridors, restaurants.
When you’re not around
I carry on conversations in my head.
Even this poem
has forty-eight words too many.
to be silent with each other.
I have prattled endlessly
in staff-rooms, corridors, restaurants.
When you’re not around
I carry on conversations in my head.
Even this poem
has forty-eight words too many.
Eunice de Souza (poetisa goesa)
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sexta-feira, maio 25, 2018
Balada da chuva
Com alterações e supressões...
Cai, chuva, cai…
Cai e acalma
o pó nos caminhos
Cai,
Impiedosa,
Cai,
Clemente
Cai,
Misericordiosa.
Cai, chuva, cai…
Verte-te inteira
Sobre os campos sequiosos.
Cai, chuva, cai…
Faz ganir de dor
O metal de varandas
E caleiras.
Vem, chuva, vem…
Escorre de mansinho
Pela vidraça,
Sobre as árvores do quintal.
Vem…
E sê música de embalar.
deep, maio de 2017
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domingo, maio 06, 2018
Muitos
dias felizes para todas as mães!
Um ramo de arçã ou lavandula, que "colhi" esta tarde, num passeio à foz do Sabor, com pais e padrinhos.
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sexta-feira, abril 20, 2018
Jamais se detém Kronos
A mulher que está a 363 dias de completar 50 anos olha-se ao espelho e sabe que o tempo não perdoa. Há dias, contudo, em que se sente ainda, apesar das rugas, do cepticismo e dos recentes cabelos brancos, a adolescente dos anos 80, insegura e insatisfeita, que adorava música e longas conversas com as amigas.
domingo, abril 08, 2018
De mãos dadas e coração cheio
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terça-feira, fevereiro 27, 2018
Já tinha saudades
Começou a cair pouco depois das 14h. Ainda não parou, apesar de ser agora menos intensa.
Trouxe-me à memória as palavras da Raquel:
«(...) tenho saudades da neve, tudo branco, limpo, frio, silencioso, uma pureza quase virginal que tudo cobre, que tudo envolve, que tudo cinge. Uma pureza líquida que torna terra dócil e macia a cada passo que damos, uma pureza que nos transforma em manchas, borrões, sussurros, burburinhos, sombras num cenário quase transparente, quase silencioso. Um silêncio estranho, um silêncio em que conseguimos ouvir bater o coração da terra.
Lembro-me que abria a janela, e ali ficava, tempos sem fim, a olhar para as marcas que as pessoas deixavam na rua, a olhar para as árvores, despidas e vestidas de branco (...). Nada era triste, talvez tudo um nada melancólico (...).
Fazia frio, um frio sólido e silencioso, mas todos estavam na rua e toda a gente brincava. Estávamos isolados do mundo, mas tão próximos uns dos outros.»
Raquel Serejo Martins, A Solidão dos Inconstantes
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quarta-feira, fevereiro 07, 2018
segunda-feira, fevereiro 05, 2018
Um café "solo"
por favor.
Um café "solo", como convém à minha
solidão crónica.
Um café que possa degustar em sorvos lentos.
A acompanhar?
Nada. Um café "solo". Penso tê-lo dito
num tom audível.
Mas, desculpe, se tiver um raio de sol, agradeço.
Um desses raios de sol de Primavera arrependida,
para deglutir, com o corpo todo, de um só trago.
Um desses raios de sol que nos esvazia a alma e,
bendito seja!, nos impede de mastigar pensamentos.
É isso: um café quente, escuro e aromático, servido
com um raio de sol... ah, e se não for pedir muito,
uma cadeira, até pode ser de plástico.
deep, Maio de 2017
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sábado, janeiro 20, 2018
domingo, janeiro 14, 2018
A origem do mundo
De manhã, apanho as ervas do quintal. A terra,
ainda fresca, sai com as raízes; e mistura-se com
a névoa da madrugada. O mundo, então,
fica ao contrário: o céu, que não vejo, está
por baixo da terra; e as raízes sobem
numa direcção invisível. De dentro
de casa, porém, um cheiro a café chama
por mim: como se alguém me dissesse
que é preciso acordar, uma segunda vez,
para que as raízes cresçam por dentro da
terra e a névoa, dissipando-se, deixe ver o azul.
ainda fresca, sai com as raízes; e mistura-se com
a névoa da madrugada. O mundo, então,
fica ao contrário: o céu, que não vejo, está
por baixo da terra; e as raízes sobem
numa direcção invisível. De dentro
de casa, porém, um cheiro a café chama
por mim: como se alguém me dissesse
que é preciso acordar, uma segunda vez,
para que as raízes cresçam por dentro da
terra e a névoa, dissipando-se, deixe ver o azul.
Nuno Júdice, Meditação sobre ruínas
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terça-feira, janeiro 09, 2018
quarta-feira, dezembro 27, 2017
Receita de Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(...)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Com votos de um novo ano bom, em que imperem os dias felizes, saúde e boa disposição!
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domingo, dezembro 10, 2017
Amor à terra
Ainda a Lispector:
Laranja na mesa.
Bendita a árvore
que te pariu.
Laranja na mesa.
Bendita a árvore
que te pariu.
É mais laranja na mão... Esta foi colhida minutos antes de ser fotografada, numa laranjeira que o meu pai plantou na horta.
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