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sexta-feira, julho 08, 2016

Flores


Quando as amigas nos oferecem flores dos seus jardins... isso é carinho!

Há dois dias, uma amiga ofereceu-me hortênsias; outra, ontem, trouxe-me um ramo de alfazema e de folhas de hera. A minha casa ficou florida, a lembrar primaveras e cantos de pássaros. 

segunda-feira, abril 18, 2016

Corações grandes


Duy Huynh, "Big Heart"

Começo este dia com a presença de duas amigas, uma das quais tem por hábito aparecer, nesta data, pouco antes da meia-noite.

Trazem um bolo e uma garrafa de licor. Apesar de todas termos de trabalhar cedo, ficam algum tempo, porque ambas sabem que o mais importante é estar, fazer companhia. Agradeço-lhes com um abraço sentido, na despedida, de coração quente (e não foi do licor ou do calor da salamandra!).

quinta-feira, abril 14, 2016

Dizem que é

o Dia do Café...



[...]

Os meus amigos vertem
a solidão e a felicidade
em chávenas de
café escuro e aromático,
que bebemos a meias.

[...]

(Excerto de um dos meus devaneios)

domingo, fevereiro 28, 2016

A good man is hard to find

Neste “closing time”, amiga,
larga os teus “old shoes”,
deixa o “wrong side of the road”…

Talvez, “somewhere”,
encontres o teu “blue valentine”
ou um “bleeding” “Romeo”
e faz “a little trip to heaven
on the wings of your love”.

Se o encontrares,
não deixes de lhe cantar,
sob a luz de uma “grape moon”,
uma “midnight lullaby”,

pois “ a good man is hard to find”.

deep, Junho de 2013


Há quase três anos, no dia de aniversário de uma amiga, resolvi brincar com palavras das canções do Tom Waits e saiu este tosco devaneio, que veio hoje parar-me aos olhos, quando procurava outros documentos nos arquivos. 


quarta-feira, fevereiro 10, 2016

As laranjas


«Os meus amigos oferecem-me amor /(...),/em gomos de laranja dos seus quintais (...)»

(O "devaneio" completo aqui.)

domingo, dezembro 20, 2015

Pequenos prazeres



A aproximação do Natal é sempre um bom pretexto para um jantar entre amigos. Este estava delicioso, mas mais importante do que o jantar, para o qual todos contribuímos, foram o convívio, a boa disposição e o companheirismo. No regresso a casa, uma chuva morna pareceu trazer mais brilho à noite.

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Porque me deu vontade

de homenagear os amigos. Nesta matéria, não posso queixar-me. Havia alguém que foi, desde a adolescência, mais do que uma prima, amiga e confidente, e que partiu infelizmente muito cedo, que costumava dizer que eu sou uma "keeper". Considero que só posso sê-lo, porque há à minha volta quem também o seja. Nesse sentido, sou uma mocita de sorte.

Os meus amigos oferecem-me amor
em taças de aletria,
em gomos de laranja dos seus quintais
ou em cachecóis que tricotam
com ternuras antigas.

Os meus amigos vertem
a solidão e a felicidade
em chávenas de
café escuro e aromático,
que bebemos a meias.

Não são modelos de beleza  - os meus amigos.
Não são importantes – os meus amigos.
Provavelmente, os meus amigos serão,
como muitos outros – e eu própria –
anónimos medíocres, que a História
não comentará.

Mas que importa tudo isso
se os meus amigos têm laranjas,
aletria e cachecóis para me oferecer?

Deep/ 03 de Dezembro de 2013

terça-feira, dezembro 08, 2015

Todos nós seremos passado

Todos nós seremos passado,
Um dia.
E seremos recordados
Entre sorrisos,
Dos amigos,
Que repetirão a nossa última anedota
Ou lembrarão a última vez que os fizemos rir.
Todos nós seremos passado,
Um dia.
E as coisas boas prevalecerão
Sobre todas as más
Que também fizemos
De propósito ou não!
Todos nós seremos passado,
Um dia.
E até os inimigos
Sorrirão
Quando recordarem
A ultima sacanagem que lhes fizemos
E alguns até dirão
Era um gajo porreiro…
Aquele cabrão!
Da autoria do João, um amigo que publica no Facebook e em O Blogue que ninguém lê!. Não resisti a desviá-lo. 

sexta-feira, outubro 30, 2015

Poucas vezes nos ocorre

Poucas vezes nos ocorre que um amigo possa ficar doente. Quando pensamos num amigo, associamo-lo, por norma, a lugares de convívio, a espaços íntimos de partilha, a tardes lentas numa esplanada, num café, na nossa sala, ainda que as conversas nem sempre sejam sobre temas agradáveis e que nem sempre estejamos felizes. 
Não é suposto imaginá-lo numa enfermaria, numa cama de hospital, ligado a uma máquina. Sobretudo se, ao longo da nossa vida, vivenciámos poucas situações de doença em pessoas jovens ou se as pessoas que nos surgem subitamente frágeis, indefesas, se revelaram saudáveis no decurso de muitos anos de convívio.
É certo que este amigo sobre quem escrevo já passou a barreira dos 50, mas eu esqueço-me que algumas pessoas envelhecem. Aliás, esqueço-me frequentemente que eu própria envelheço e que, daqui a poucos anos, também terei atingido a barreira dos 50. Será que algum dia conseguiremos ver-nos com a idade que realmente temos? 
Ocorre-me que, não raras vezes, o meu pai, quando se refere a um colega de escola ou de trabalho dos seus tempos de juventude, costuma usar a expressão «um rapaz do meu tempo».

domingo, outubro 18, 2015

:(

Amigo, aguardo boas notícias. Só desejo que esse teu coração, que resolveu protestar como os meus relógios, tenha conserto, porque eu ainda quero escutá-lo muitas vezes através das tuas palavras amigas. Ainda há muitas conversas e muitos cafés para acontecerem entre nós, muitos poemas e muitas músicas para partilharmos. As esplanadas da Ribeira estão à nossa espera e eu não quero, um dia, chegar sozinha e ter de lhes dar uma qualquer desculpa esfarrapada.

terça-feira, outubro 06, 2015

Um abraço, por favor


(Imagem daqui)

- É um abraço, por favor.
- Neste momento, não posso responder ao seu pedido. Sugiro-lhe, em alternativa, um 
  éclair. Garanto-lhe que tem o sabor de um abraço.
- Parece-me uma óptima ideia. Obrigada.
- Trago-lhe também um café, alguns minutos de conversa e algumas palavras amigas. Que 
  me diz?
- Não podia ser melhor. Muito, muito obrigada.

quinta-feira, agosto 13, 2015

Olhar as estrelas

A felicidade, como já escrevi certamente por aqui, nem sempre resulta de grandes acontecimentos. Ela pode nascer de instantes tão simples como passar quase duas horas de olhos postos no céu a observar estrelas em queda. Esta noite, se os cálculos estiverem certos, vi umas quinze. Para tal, bastaram um local no campo, alguns amigos, agasalhos, comida e chá quente. O céu tratou do resto.

segunda-feira, julho 20, 2015

Aos amigos

Neste Dia do Amigo, republico um dos meus "devaneios", em homenagem aos amigos.

Os meus amigos oferecem-me amor
em taças de aletria,
em gomos de laranja dos seus quintais
ou em cachecóis que tricotam
com ternuras antigas.

Os meus amigos vertem
a solidão e a felicidade
em chávenas de
café escuro e aromático,
que bebemos a meias.

Não são modelos de beleza  - os meus amigos.
Não são importantes – os meus amigos.
Provavelmente, os meus amigos serão,
como muitos outros – e eu própria –
anónimos medíocres, que a História
não comentará.

Mas que importa tudo isso
se os meus amigos têm laranjas,
aletria e cachecóis para me oferecer?

Deep/ 03 de Dezembro de 2013

domingo, julho 12, 2015

Sobre os amigos

«Quando nos confrontamos com a amizade sentimos todos a dificuldade de exprimi-la, pois entramos num campo onde não há espaço para muitas declarações, e soam despropositados os longos discursos… existem, sim, histórias de vida. Existem nomes, rostos, vivências… Existe o indizível da presença, a coreografia fiel e criativa dos gestos. Mesmo quando se trata de uma amizade intensa, a amizade não deixa de ser uma experiência discreta, ainda que gere marcas humanas e espirituais inapagáveis. (…) 
Um amigo, por definição, é alguém que caminha a nosso lado, mesmo se separado por milhares de quilómetros ou por dezenas de anos. O longe e a distância são completamente relativizados pela prática da amizade. De igual maneira, o silêncio e a palavra. Um amigo reúne estas condições que parecem paradoxais: ele é ao mesmo tempo a pessoa a quem podemos contar tudo e é aquela junto de quem podemos estar longamente em silêncio, sem sentir por isso qualquer constrangimento. A amizade cimenta-se na capacidade de fazer circular o relato da vida, a partilha das pequenas histórias, a nomeação verbal do lume mais íntimo que nos alumia. A amizade é fundamentalmente uma grande disponibilidade para a escuta, como se aquilo que dizemos fosse sempre apenas a ponta visível de um maravilhoso mundo interior e escondido, que não serão as palavras a expressar. (...)
O modo como uma grande amizade começa é misterioso. Podemos descrevê-lo como um movimento de empatia que se efetiva, um laço de afeição ou de estima que se estreita, mas não sabemos explicar como é que ele se desencadeia. Irrompe em silêncio a amizade.

José Tolentino Mendonça

Ontem, fui à terra onde vivi quase toda a infância e adolescência, tomar um café com um velho amigo do peito. Apesar de vivermos longe e de estarmos muito tempo sem falarmos, há esse "laço de afeição" que nos tem unido ao longo dos anos e que eu muito prezo.

sábado, julho 04, 2015

Pequenos prazeres


(Evgueniy Monahov, "Manhã de domingo"

Assistir a um concerto de um grupo que, ainda que não se aprecie muito, faz lembrar velhos tempos, cantar as músicas cujas letras sobram na memória, entrar num bar e dançar até doerem os pés, fazer uma caminhada até casa, com o Sol a nascer, na companhia de uma das amigas do peito, ser-se surpreendido pelo cheiro do pão acabado de sair do forno, entrar na padaria, comprar um pão, chegar a casa, cortar uma fatia, barrá-la com manteiga e saboreá-la com uma chávena de cevada bem quente... são pequenos prazeres que tornam os dias e a vida um pouco maiores, porque melhores.

segunda-feira, junho 22, 2015

e depois há aqueles dias


e depois há aqueles dias, em que a brisa
refresca os medos
a lama forma lagos no coração
em que se adormece em sonos claros
que ainda não compreendemos

As palavras de uma amiga e um desenho de Miguelanxo Prado

sábado, junho 20, 2015

Pormenores de felicidade







Muitas vezes, a felicidade está nos pormenores. Está nos pequenos momentos que não programamos. A felicidade nasce do tempo que passamos, sem olharmos para o relógio, com os amigos - aqueles com os quais somos nós próprios e que nos amam e nos querem por perto, assim como somos, com virtudes e defeitos.

sábado, novembro 15, 2014

Contrariar o mau humor


(Desconheço o autor da imagem.)

Contrariar o mau humor que caracteriza mais um dia: levantar cedo, sem despertador; pôr alguma ordem na casa; tomar um pequeno-almoço ligeiro, mas descansado; vestir uma peça de roupa nova; ousar uma maquilhagem discreta; entregar-se a uma conversa amena com as amigas, enquanto se saboreia um café aromático e quente; caminhar pelas ruas alguns minutos, debaixo de chuva; ouvir os sons; sentir os aromas; cumprimentar, com ligeiros acenos ou breves palavras, algumas pessoas que se cruzam connosco.

quinta-feira, novembro 13, 2014

Como se «pareciera que están lavando el mundo»


Concedo-me um momento. Um momento que, ainda que possa ter o testemunho de outras pessoas, é só meu. A chuva, que hoje insiste em povoar-nos as horas, não permite grandes aventuras, por isso, depois de umas compras breves, mas necessárias, sento-me na pastelaria do costume, a esta hora quase vazia. Peço um café e uma nata - é certo que não é dos "Pastelinhos", mas  não deixa de ser saborosa, o suficiente para satisfazer a urgência de mimo, mais do que de açúcar. Coisa pouca, é certo.
Não fosse a música que jorra da televisão e que excede em decibéis mais do que os meus ouvidos e a minha vontade de sossego consentem, estes minutos poderiam significar um modesto pedaço de paraíso.
Entretanto, levanto a cabeça do pequeno caderno de apontamentos em que escrevo, e vislumbro, já a fugir-me do alcance da vista, a amiga de muitos anos, a mais antiga, depois dos irmãos e de alguns primos. Apresso-me a telefonar-lhe e, em poucos minutos, ela surge, sorridente, na minha frente, para alguns minutos de conversa amena, a polvilhar de açúcar o fim da tarde. Quebro, assim, a rotina neste dia que acordou tempestuoso, a desfazer-se em chuva, como se «pareciera que están lavando el mundo» (Juan Gelmán).

domingo, dezembro 22, 2013

Wish you were here



Há pessoas que gostaríamos de ter connosco, não apenas no Natal, mas sempre e cuja partida nos deixa tristes, senão para toda a vida, pelo menos por muito tempo. Esta música lembra-me inevitavelmente uma das pessoas mais importantes da minha vida, que partiu há pouco mais de dois anos. Ela era uma das pessoas mais generosas que conheci e, seguramente, a minha maior confidente - quando estávamos juntas, as nossas conversas podiam durar madrugadas inteiras e as nossas cartas nunca tinham menos de oito páginas. Com ela, passei alguns dos melhores momentos, sobretudo na adolescência. Houve uma noite de verão, no Algarve, em que ouvimos repetidamente esta música, até conseguirmos registar toda a letra. 
Só me ocorre acrescentar: "Wish you were here!".