sexta-feira, abril 28, 2006

Parabéns!

Ufa! Consegui chegar antes da meia-noite! Espero que a festa de aniversário da menina do Troca de Olhares (Gala) não tenha acabado. Ainda há uma fatia de bolo de chocolate e uma taça de espumante para mim?
Muitos Parabéns!
P.S. Espero que gostes de flores do campo.

quinta-feira, abril 27, 2006

risco de naufrágio

Ontem o governo anunciou que haverá, já em 2007, profundas alterações nas reformas. O cálculo far-se-á pela esperança de vida que, segundo os entendidos, tende a aumentar. Até pode ser um facto, mas também se torna conveniente, não é? Infelizmente, como em tudo, a corda rebentará do lado dos mais fracos.

quarta-feira, abril 26, 2006

Hoje surpreendi o relógio nas 13:13, nas 15:51, nas 14:14 e nas 16:16... pura coincidência ou sinal de indecifráveis sintonias?

terça-feira, abril 25, 2006

Revolução

(Desconheço o autor da foto)
Como casa limpa Como chão varrido Como porta aberta Como puro início Como tempo novo Sem mancha nem vício Como a voz do mar Interior do povo Como página em branco Onde o poema emerge Como arquitectura Do homem que ergue Sua habitação Sophia de M. B. Andresen, 27 de Abril de 1974

segunda-feira, abril 24, 2006

caminhos opostos

extreme ways de Carlos Neto
Ao longo da vida vamos deixando para trás pessoas que, de forma tangencial ou profunda, atravessaram o nosso caminho e deixaram em nós um pouco de si, para o bem e para o mal. Algumas dessas pessoas ausentaram-se dos nossos dias por opção – porque as desiludimos ou por não terem sabido aceitar os nosso defeitos quando estes começaram a mesclar as qualidades que os cativaram – por vezes, temos dificuldade em aceitar nos outros os defeitos que em nós, mesmo que inconscientemente, mais detestamos. Algumas prometeram-nos o mundo. Não foram capazes de nos oferecer um canteiro, onde, entre inevitáveis ervas daninhas, pudessem crescer flores singelas. Partiram quase sem aviso, deixando-nos, entre mãos, a mágoa e a incredulidade. Durante muito tempo, não soubemos onde depositá-las, por isso as revestimos de raiva, que sonhámos apaziguar, desferindo palavras amargas e incisivas como flechas, à primeira oportunidade. As oportunidades falharam. Minutos, horas, dias, semanas, meses, anos passaram. Novas presenças iludiram a dor. As palavras perderam a força, ganharam tons suaves, indefinidos. Magoar já não faz sentido. A indiferença… sim, é melhor a indiferença… Um dia despertamos quase com a certeza de que será aquele o dia do tão esperado e, ao mesmo tempo, temido encontro. Procuramos não dar importância aos “sinais”, enquanto vestimos uma roupa que disfarce os quilos acumulados com os anos, e apuramos os pormenores – um colar, um perfume suave… Os “sinais” confirmam-se. Olhamo-nos, a alguma distância. Numa fracção de segundos, ficamos sem saber onde colocar as mãos, todo o corpo, que direcção dar aos pés. Aproximamo-nos – adeus palavras amargas, adeus indiferença! Cumprimentamo-nos com a “efusividade” de cordiais conhecidos. Não ousamos saber mais do que aquilo que já outros haviam tido o cuidado de nos dizer, empenhados em manter acesa uma chama extinta à partida. Entorpecidos, regressamos a casa, incapazes de discernir os sentimentos que nos assaltam e que em nós se confundem.

sábado, abril 22, 2006

acreditar

Em resposta a um desafio da Wicca, que, por sua vez, pegou na corrente iniciada pelo Jorge Moreira, escolhi a Acreditar como Associação Humanitária de apoio à criança a divulgar.

quarta-feira, abril 19, 2006

Somos seres irremediavelmente sós. Nenhum amor é bastante. Não chegam os abraços. Muito menos as palavras.

terça-feira, abril 18, 2006

Pequeno poema

(Foto da Ana, a mana)
Quando eu nasci, ficou tudo como estava. Nem homens cortaram veias, nem o Sol escureceu, nem houve Estrelas a mais... Somente, esquecida das dores, a minha Mãe sorriu e agradeceu. Quando eu nasci, não houve nada de novo senão eu. As nuvens não se espantaram, não enlouqueceu ninguém... Pra que o dia fosse enorme, bastava toda a ternura que olhava nos olhos de minha Mãe... Sebastião da Gama

segunda-feira, abril 10, 2006

até breve!

Até ao dia 17 ou 18 de Abril, não terei facilidade em fazer postagens ou comentários. Aproveito, por isso, hoje para desejar a todos aqueles que por aqui passarem uma boa semana. Àqueles para quem esta quadra tem significado desejo uma Páscoa Feliz.
Para os "bloguistas" habituais: já passei na "casa" de todos, mas não foi possível fazer comentários, porque tenho ainda que fazer a mala... um beijo pra todos.
P.S.- (para satisfazer a curiosidade do Nilson): Não, não sou mirandesa, embora seja trasmontana!

sexta-feira, abril 07, 2006

Asterix, L Goulés

Há uns meses, um amigo decidiu convidar-me para sua madrinha de casamento. Quando veio entregar-me o convite, este vinha dentro de um dos 4.000 exemplares da 1ª edição de Asterix L Goulés, uma versão em Mirandês, de que vos deixo duas amostras.

Pode não parecer, mas eu estou feliz por estar de férias... juro que estou!!

(Não me importava de voltar a este lugar! A foto é minha.)
Passamos os dias a lamentar-nos do trabalho - porque é muito, porque não é estimulante, porque não nos sentimos recompensados... Enquanto isso, suspiramos por um merecido período de descanso. Esboçamos um milhão de planos: dedicar mais tempo aos outros, pôr a leitura e o cinema em dia, conhecer ou revisitar lugares...
Quando realizamos que estamos em férias, ficamos estupidamente surpreendidos e desorientados, como se nos tivesse saído o euromilhões e não soubéssemos que destino dar a tanto dinheiro; ficamos atordoados como se o céu nos tivesse caído em cima. Mais: continuamos a sentir-nos escravos de horários e rotinas, como se nos esperasse uma infinidade de tarefas inadiáveis, convivendo apressadamente com os outros, como antes, e encontrando as desculpas mais elaboradas para ficar em casa.
Nos primeiros dias, limitamo-nos a "vegetar" no sofá. Ocorre-nos, então, que deveríamos deitar mão a uma dessas tarefas que sonhámos levar a cabo nas tão almejadas férias. O pensamento faz tenção disso, mas o corpo pesa e inclina-se mais sobre o sofá, enquanto os olhos se dirigem para o ecrã do televisor e o cérebro embrutece.
A angústia e o sentimento de culpa (que também deveriam ir de férias de vez em quando) instalam-se, quando percebemos que o relógio não abranda e que, num abrir e fechar de olhos, o trabalho nos absorverá de novo e que não cumprimos nem um terço dos planos traçados.

quinta-feira, abril 06, 2006

Embora esteja com alguns problemazitos, o computador ainda fica comigo até ao início da próxima semana, o que quer dizer que ainda posso navegar mais uns dias...
Até ver, apesar da minha falta de jeito pra estas coisas da informática, lá fui, por tentativa e erro, resolvendo alguns dos problemas mais imediatos do meu computador. E, também até ver, ficaram alguns euros no bolso... ora aí está o lado bom da questão.

sol e sombra

Estou de férias por uns dias!!! Já não era sem tempo... Amanhã, este "bicho" que me leva até vós vai ao médico. Por pouco tempo, espero.

quarta-feira, abril 05, 2006

Parabéns, mano! Apesar de eu não dar importância a futebol, espero que o Benfica te presenteie com uma vitória... é hoje que joga com o Barcelona, não é? P.S. - Ao resto da "malta" respondo mais tarde. Agora estou mesmo de saída.

viagem

A propósito de um post da Wicca, ocorreu-me o poema de Miguel Torga, que ofereço (como prometi) à menina que mo lembrou.
Aparelhei o barco da ilusão E reforcei a fé de marinheiro. Era longe o meu sonho, e traiçoeiro O mar... (Só nos é concedida Esta vida Que temos; E é nela que é preciso Procurar O velho paraíso Que perdemos). Prestes, larguei a vela E disse adeus ao cais, à paz tolhida. Desmedida, A revolta imensidão Transforma dia a dia a embarcação Numa errante e alada sepultura... Mas corto as ondas sem desanimar. Em qualquer aventura, O que importa é partir, não é chegar.

terça-feira, abril 04, 2006

Há sorrisos capazes de nos fazer perder o norte , sobretudo se nos surpreendem ao dobrar da esquina... mesmo que, racionalmente, saibamos que nunca foram, nem nunca serão, mais do que sorrisos... mesmo que julguemos tê-los esquecido...

segunda-feira, abril 03, 2006

vai um chá?

Enquanto, há minutos, tomava uma chávena de chá verde, lembrei-me de uma prosa poética ou de uma poesia em prosa do Almada Negreiros, intitulada "A Taça de Chá". Gosto bastante de Almada e este é, sem dúvida, um dos textos do autor que prefiro, por isso, decidi partilhá-lo convosco.

O luar desmaiava mais ainda uma máscara caída nas esteiras bordadas. E os bambus ao vento e os crisântemos nos jardins e as garças no tanque, gemiam com ele a adivinharem-lhe o fim. Em roda tombavam-se adormecidos os ídolos coloridos e os dragões alados. E a gueixa, porcelana transparente como a casca de um ovo da Íbis, enrodilhou-se num labirinto que nem os dragões dos deuses em dias de lágrimas. E os seus olhos rasgados, pérolas de Nanguim a desmaiar-se em água, confundiam-se cintilantes no luzidio das porcelanas.

Ele, num gesto último, fechou-lhe os lábios co'as pontas dos dedos, e disse a finar-se: — Chorar não é remédio; só te peço que não me atraiçoes enquanto o meu corpo for quente. Deixou a cabeça nas esteiras e ficou. E Ela, num grito de garça, ergueu alto os braços a pedir o Céu para Ele, e a saltitar foi pelos jardins a sacudir as mãos, que todos os que passavam olharam para Ela.
Pela manhã vinham os vizinhos em bicos dos pés espreitar por entre os bambus, e todos viram acocorada a gueixa abanando o morto com um leque de marfim.
A estampa do pires é igual.

Nota: Este texto faz parte de Frisos, um conjunto de textos do autor dados a conhecer ao público, se não me engano, no primeiro número da revista Orpheu, em que colaboraram, entre outros, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa.

domingo, abril 02, 2006

tradições

A Páscoa aproxima-se e com ela vêm-me à memória aromas e sabores que identifico com a época: o cheiro do fumo de giesta que se desprende dos fornos e o sabor do folar de carne acabado de fazer.
Quando era criança e adolescente, íamos, invariavelmente, passar a Páscoa à aldeia. Na 4ª ou 5ª-feira já estávamos lá, para podermos fazer os folares. Estes coziam-se num forno de lenha que, embora não fosse colectivo, servia várias famílias. Estas pagavam à proprietária em géneros: farinha ou outros ingredientes para o folar ou para os bolos. As mulheres combinavam previamente a utilização do forno. No mesmo dia, servia apenas duas, pois a tarefa estendia-se por todo o dia.
Dias antes, estava destinada aos homens a recolha de lenha necessária para a tarefa.
De manhã, bem cedo, amassavam-se os folares e aquecia-se o forno. Depois de a massa estar levedada, estendia-se e intercalava-se com carne de enchidos e presunto, em alguidares de barro preto, de alumínio ou em tabuleiros, levando-se, de seguida, a cozer.
Enquanto os folares coziam, fazia-se a massa dos económicos e dos dormidos, que se colocavam no forno quando este já não estava muito quente, em pedaços de latão (normalmente o fundo de caldeiros de aquecer água à lareira), polvilhados de farinha. Como se terminava o trabalho já de noite e o forno não tinha luz eléctrica, era necessário acender candeias de petróleo, semelhantes às da imagem.
Durante o dia, as crianças intercalavam as brincadeiras com as idas ao forno, fazendo, eventualmente, "recados" às mães, a quem, à última da hora, faltava um pouco de fermento ou de canela para os bolos. De caminho, os mais gulosos aproveitavam para rapar do alguidar a massa dos bolos.
Hoje continuo a passar a Páscoa na aldeia, onde ainda muitas pessoas cozem os folares e o pão em fornos de lenha, mas como só vou no próprio dia ou no anterior, o fumo das lareiras já não tem o cheiro de giesta. Também a minha mãe, para poupar trabalho, optou por fazer os folares em casa, no forno do fogão.
Felizmente, há um hábito que, na família, instituímos há muito tempo: no dia de Páscoa, durante a tarde e parte da noite, entramos nas casas de todos os tios para provar o folar e, se por qualquer motivo, falha uma casa, o dono da mesma fica ofendido.
"Ser feio é de certo modo superior a ser bonito, porque dura mais tempo."
Serge Gainsbourg, cantor francês de origem russa

vinte e sete - festival internacional de teatro...

... teve início no dia 27 de Março e estender-se-á até 27 de Abril. Os 18 espectáculos agendados terão lugar nas cidades de Vila Real, Bragança e Chaves.
Mais informações aqui ou aqui.