terça-feira, agosto 29, 2017

A noite

Oiço correr a noite pelos sulcos
do rosto - dir-se-ia que me chama,
que subitamente me acaricia,
a mim, que nem sequer sei ainda
como juntar as sílabas do silêncio
e sobre elas adormecer.


Eugénio de Andrade

4 comentários:

Graça Pires disse...

Só o Eugénio sabia dizer assim, com a simplicidade e a sensibilidade que as palavras reclamam...
Uma boa semana.
Beijos.

Maria Rodrigues disse...

Lindo poema, excelente escolha.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

deep disse...

De uma grande sensibilidade o Eugénio, Graça.
Bom fim de semana.

Beijos

deep disse...

Obrigada, Maria. :)