sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Adolescência




Até aos doze anos, fui gordinha, embora nunca tivesse sido verdadeiramente comilona, como hoje também não sou e, para mal da minha bolsa, continuo com peso a mais. Um dia, depois de muito invejar as amigas magras e de sofrer com os "ataques" de um colega de turma, em particular, que me perseguia no caminho para casa, com palavras menos simpáticas sobre o meu aspecto, determinei passar fome. Ainda hoje recordo a sensação de estômago vazio e da capacidade de aguentar essa sensação. Em pouco tempo, deixei de conseguir comer. Uma batata,por pequena que fosse parecia ocupar todo o estômago. Em poucos meses, emagreci a olhos vistos. Na história não entraram psicólogos, nutricionistas, nem pedopsiquiatras, só médicos de clínica geral, que prescreveram vitaminas, como recordo. Algum tempo depois, sem saber como nem porquê, recuperei o apetite e o peso suficiente para parecer (e ser) uma adolescente saudável.
Ontem, ocorreram-me este episódio do início da minha adolescência e esta foto, quando a minha sobrinha mais velha, que tem a idade que eu tinha quando a foto foi tirada, ou seja, treze anos, se lamentava por ser magra demais. 


2 comentários:

Isabel Pires disse...

deep, cada um com a sua cruz.
Ainda bem que somos muito diferentes e que há quem fuja ao padrão. Normalmente, vai-se para o ginásio para perder peso. Quando me inscrevi, um dos objectivos era ganhar peso.

deep disse...

Isabel, infelizmente, o padrão prevalece. Já frequentei ginásio, hidro, ioga... agora estou preguiçosa, só caminhadas de vez em quando, por isso não posso querer resultados.

Bom fim-de-semana. :)