terça-feira, janeiro 17, 2017

À sombra do vulcão



Às vezes o coração é um vulcão em sossego,
as horas dos dias passam a medo
mas levantas-te cedo, cumpres a rotina
e acabas a noite, com a televisão ligada,
a dormir no sofá da sala.
Às vezes o coração é um vulcão em erupção,
a solidão enche tudo, a lava lava, a cinza ofusca,
cada dia uma guerra etrusca,
e acabas a noite sem dormir
numa cama qualquer.

Surripiado do mural de Facebook da autora, a Raquel Serejo Martins

3 comentários:

Isabel Pires disse...

De vez em quando apanham-se coisas boas no fb.
Boa semana, deep

deep disse...

A Raquel escreve não só boa poesia, como boa prosa, Isabel. No Verão passado tive o privilégio de apresentar o seu primeiro livro de poesia, 'Aves de Incêndio'.

Boa semana. Beijo

Laura Ferreira disse...

gostei deste vulcão...