quarta-feira, julho 13, 2016

Escrevo o que ainda não conheço

Escrevo o que ainda não conheço
nomes de ruas pássaros árvores
monólogos de quem ainda te fala alto
é a minha voz ou a tua?
lá fora a chuva confunde-se com gestos
falamos do tempo, ponte entre o silêncio e o nada
ouve, quando não fores capaz de falar, toca-me

Maria Sousa

3 comentários:

Isabel Pires disse...

deep, há algo neste poema que me fez lembrar que por vezes escrevemos para imprimir mais verdade ao que sabemos e sentimos, e outras vezes para nos desfazermos de angústias.
Boa quarta-feira!

Hipatia disse...

Deve ser porque uns são tão bons a escrever e, depois, há os que como eu só sabem escrever sobre o próprio umbigo ;)

Mar Arável disse...

Falemos por gestos