domingo, março 06, 2016

Canção




Tinha um cravo no meu balcão; 
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
-- mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
-- mãe, dou-lho ou não?
Eugénio de Andrade 

5 comentários:

nêspera disse...

Dou, claro… nem que depois diga “amo-te, mas não devia”. :)

deep disse...

:) É preciso arriscar, nêspera.

Mar Arável disse...

Memória viva

Kátia disse...

Dá sim.Arriscar sempre e arrepender-se apenas do que não fez.
Boa semana e um beijo!

deep disse...

Boa memória, Mar Arável. :)

Kátia, é sempre melhor.sim. Se não arriscarmos, estamos derrotados à partida.
Boa semana. Bj