sexta-feira, novembro 20, 2015

Eu te liberto

Eu te liberto
Em nome da bondade que não sei.
Dou-te a um mundo
Onde todas as coisas detêm o poder
De serem dignas.
Devolvo-te o perdão do céu
Quando rasgas o vento
Ao jeito da tua pressa.
E amanhã, a minha cela,
De asas fechadas e culpas ressentidas,
Não poderás impedir-me de seres
O bem que eu nunca fui...


Virgínia do Carmo, Tempos Cruzados

Também em repetição...

2 comentários:

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Muito bonito.
Libertador

:)

deep disse...

Daniel, a poesia é quase sempre libertadora.:)

Bom fim-de-semana.