segunda-feira, outubro 12, 2015

Se chegares, chegas tarde

                                                                 
 Imagem daqui


Se chegares, chegas tarde.

Apaguei todas a luzes
que poderiam indicar-te o caminho.

Fechei a porta
e abracei o silêncio.

Estou cansada demais
para acolher corações
em desalinho.

Arrumei a mesa,
guardei nos seus lugares
o pão e o vinho.

Não há, agora, espaço para a comunhão.

Talvez a minha noite termine
numa previsível madrugada.

Talvez te encontre
na luz primeira da manhã,
assim tu queiras – ou saibas- esperar.


Por ora, deixa-me dormir.

deep, 10 de Outubro de 2015

Não mais que um devaneio... Como escreveu a Eunice Souza, «Don't look for my life in these poems»!

9 comentários:

ana disse...

'don't look for my life in these poems'... pode um poeta viver do lado de fora da sua poesia?

tão bonito deep...
tenha um bom dia :)

deep disse...

Não pode, não, ana, ainda que tenha margem para ficcionar. :)

Muito obrigada. Um bom dia taambém para si.

Armando Sena disse...

A esperança em forma de letras.
A harmonia da esperança.
Um belo texto.

bj

deep disse...

Há sempre esperança, Armando Sena. :)

Obrigada.

Bj

Isabel disse...

Mas é um bonito devaneio! :)

deep disse...

Obrigada, Isabel!:)

Ana Pereira disse...

Boa tarde
Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
http://almainspiradora.blogspot.pt/

Laura Ferreira disse...

que bonito...

deep disse...

Ana Pereira, fica prometida a visita. :)

Laura, obrigada. :)