domingo, maio 17, 2015

Palavras alheias

Mareantes do vento

Crescemos na nudez das rochas

crescemos e desmaiamos
conforme as marés

Vertemo-nos líquidos
em caudais de sons
ardidos no sal
no delírio da espuma
por todo o corpo

Crescemos na substância das pedras
com asas muito leves

Não somos barco de carregar velas
somos mareantes do vento

Eufrázio Filipe (Aqui)




5 comentários:

Isabel disse...

É um poema bonito:)
Boa escolha:)

deep disse...

É, sim, Isabel. :)

Boa semana. Bj

Mar Arável disse...

Grato

deep disse...

Mar Arável, é um prazer -ler e partilhar. :)

heretico disse...

enorme Poeta, meu amigo Eufrázio Filipe.

justíssima partilha

beijo