sábado, abril 18, 2015

Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu
nem houve estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

para que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha mãe.
Sebastião da Gama
Imagem de Margarita Sikoskaia

6 comentários:

Isabel disse...

Este poema é muito bonito.
A etiqueta diz "aniversário": se assim é, muitos parabéns e muitos dias felizes pela vida fora!

Um beijo e resto de bom fim-de-semana:)

deep disse...

Obrigada, Isabel. :)
De facto, ontem, foi o meu dia de aniversário, que passei muito bem, na companhia de familiares e amigos.

Beijo e um bom domingo

Mar Arável disse...

Bjs tantos

deep disse...

Muito obrigada, Mar Arável. :) Bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

um dos melhores poema de Sebastião da Gama.
uma belíssima escolha.
beijinho
:)

deep disse...

Obrigada, Piedade. :)

Beijinho