quarta-feira, novembro 26, 2014

Devaneio


(M. C. Escher, Dia e noite)

Escrevo-te deste lugar
onde o silêncio sufoca
as nossas vozes,
onde tenho apenas por companhia
as aves que vêm beber a água
que brota das minhas mãos.
«É amor», dizem.

Trazem notícias do sul,
sede de ternura e, no bico,
sementes de esperança.

Observo o seu voo, sinuoso e, nele,
intuo o meu desespero.
Com elas, voo em círculos,
aguardando a hora
em que possa pousar a minha cabeça
no teu colo.

deep/ novembro de 2014

8 comentários:

josé luís disse...

gostei muito. ;)

Helena disse...

Que essa hora chegue...

Muito bonito!

CCF disse...

Que bonito!
~CC~

deep disse...

Obrigada a todos pelas palavras e pela companhia! :)

Abraços

pcristinasantos disse...

Gosto muito :)

deep disse...

Obrigada, Paula. :) Beijinhos

Isabel disse...

Lindo poema de alma apaixonada!
Bom domingo :)

deep disse...

Obrigada, Isabel! :)