terça-feira, setembro 23, 2014

Que deste outono


Que deste outono,
Que se verte pelo chão
Em oiro e sangue,
Saiba colher o doce fruto
E agradecer o amor da terra
Que a meus pés se prostra.

Que nestes dias de sol morno
E luz macia
Não perca o trilho
Que há-de levar-me ao sul,
Ao mais íntimo de mim.

Que saiba perdoar o vento
Que, de mansinho, me despenteia
Os sonhos...

Deep, Setembro de 2012

4 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema outonal, acompanhado de uma foto muito bela.

:)

deep disse...

Obrigada, Piedade. :)
Feliz outono!

Helena disse...

Gosto muito.

deep disse...

Obrigada, Helena. :)