terça-feira, julho 22, 2014

E, de súbito...

E, de súbito, há essa luz
que se espalha sobre a tarde,
essa luz invasora
que traz o passado pela mão,
que o arrasta,
e mo devolve em fragmentos,
como um tempo já sem préstimo.

E, de súbito, é verão na primavera…
Vozes antigas ecoam na minha cabeça
como um mantra,
como uma ladainha,
uma canção infantil.

Vejo-me  menina,
alma sem mácula e sem mágoas,
corpo pequeno que se enrola
nas palavras alheias,
pronunciadas sem pressa.

Deep, 15 de Maio de 2014

4 comentários:

Helena disse...

Muito bom!
Conheço bem essa sensação.
:)

deep disse...

Obrigada, Helena. :)

Isabel disse...

Muito bonito; talvez um pouco dessa luz e da criança que fomos permaneça sempre connosco. Gosto de acreditar que sim.

Bom fim-de-semana :)

deep disse...

Obrigada, Isabel. :)
Por vezes, sinto isso mesmo.
Bom fim-de-semana.