sexta-feira, junho 28, 2013

Tu já me arrumaste

Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começámos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo,
tu és ainda o meu relógio de vento,
a minha máquina aceleradora de sangue,
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?


Isabel Meyrelles

4 comentários:

Isabel disse...

É o que acontece quando a cabeça não manda no coração.

Bom fim-de-semana!

© Piedade Araújo Sol disse...

boa escolha....

:)

Mar Arável disse...

Um pulmão que respira

Anónimo disse...

Muito, muito bonito este poema.