domingo, abril 07, 2013

Talvez

Devaneando... talvez. :)

É talvez colo,
porto de abrigo,
quem sabe, âncora,
mas nunca a onda
que desassossega.

É talvez o fogo morno
de uma lareira,
mas nunca a chama, 
a voz que anima.

Sabe-se afecto,
o braço de árvore
para o descanso
de cansados voos,
jamais raiz, flor ou fruto...

Julga-se orvalho,
brisa que afaga,
nunca vento forte
que despenteia
ou tudo arrasta.

Deep/ 07 de Abril de 2013


3 comentários:

Anónimo disse...

É o que é e mais não é!
Talvez tédio um dia...
Mas é o que é!

Virgínia do Carmo disse...

Que dizer-te? este poema tocou-me com a ternura profunda de uma brisa melancólica de um fim de tarde estival em silêncio.

Escreve mais, Luísa. Há tanto para nos dizeres.

Gostei mesmo muito.

Beijinhos e bom domingo!

deep disse...

Anónimo, assim é! :)

Virgínia, muito obrigada. Beijinhos e boa semana. :)