quarta-feira, fevereiro 06, 2013

As árvores...




... crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

António Gedeão (excerto de poema)

4 comentários:

Mar Arável disse...

Alguém as plantou

Anónimo disse...

Gosto de árvores. Não só pela sua beleza. Não só pela sua importância vital. Não só pela sombra que fazem. Gosto de árvores, principalmente, pela ideia de TEMPO que elas encarnam. Um tempo que é feito desse «pouco a pouco», desse «palmo a palmo» de que fala Gedeão. As árvores são o resultado de um bocado do tempo que está para trás de mim ou resultarão do tempo que se projeta para lá de mim, no futuro. Ver nelas esse tempo que vai crescendo, amadurecendo, perdurando, independentemente de tudo o resto, tranquiliza-me. :)

deep disse...

Mar Arável, é certo que alguém as plantou, mas, depois disso, deixou-as para que crescessem sozinhas (algumas, obviamente!). :)

Anónimo, o seu comentário é um verdadeiro poema em prosa, no qual me revejo. Obrigada. :)

John L.S. disse...

Isto é profundamente belo...