terça-feira, novembro 20, 2012

Pode tardar, mas nem sempre falha

Porque a palavra e a prática de "bullying" são recorrentes, ocorreu-me hoje que todos, de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau, fomos, na infância e na adolescência, vítimas da maldade alheia.
Até aos 12 ou 13 anos, altura em que decidi deixar de comer, para me aproximar da imagem da maior parte das minhas colegas, fui uma criança gordinha. Quando frequentava um dos primeiros anos da escola primária, havia um colega de turma, cujo percurso para casa coincidia parcialmente com o meu, que costumava, enquanto não me perdia de vista, dirigir simpáticos "elogios" à minha imagem.

Não recordo se alguma vez fiz queixa dele - suspeito que não -, mas não posso deixar de confessar que me deu algum gozo constatar, anos depois, que o  tempo se encarregara de me vingar,  acrescentando-lhe generosos quilos à figura que, já então, não era um exemplo de elegância.

1 comentário:

Mar Arável disse...

Somos como nos querem ver