sábado, junho 16, 2012

Teia

Sãos os anos contados
pelos dedos:


Um a um, devagar, pelas ruínas,
entre a paixão, poemas e segredos
que no mar não vêm ao de cima


Mas são as cordas, as harpas
e os dedos


Mas são as lágrimas, as dúvidas
e são os medos


Que desfazendo, fazendo e refazendo
o tempo vai tecendo no nosso corpo
ainda


Maria Teresa Horta, Destino

2 comentários:

Anónimo disse...

Belo poema.

deep disse...

É, sim! :)