quinta-feira, maio 03, 2012

Poema sobre a recusa


(Trás-os-Montes)
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda


Maria Teresa Horta

5 comentários:

Anónimo disse...

Maravilhoso, maravilhoso....

deep disse...

Muito bonito, mesmo. ;)

R. disse...

Uma dicotomia muita bela.

:)

R. disse...

PS: A fotografia é belíssima, deep.
Se me permites, merecia maior dimensão ;)

deep disse...

R., é, de facto,um bonito poema.

Muito obrigada! (Aumentei o tamanho da fotografia)