sexta-feira, maio 25, 2012

Eu te liberto

Eu te liberto
Em nome da bondade que não sei.
Dou-te a um mundo
Onde todas as coisas detêm o poder
De serem dignas.
Devolvo-te o perdão do céu
Quando rasgas o vento
Ao jeito da tua pressa.
E amanhã, a minha cela,
De asas fechadas e culpas ressentidas,
Não poderás impedir-me de seres
O bem que eu nunca fui...


Virgínia do Carmo, Tempos Cruzados

4 comentários:

Anónimo disse...

Muito bonito e totalmente desconhecido para mim.

Nilson Barcelli disse...

A Virgínia do Carmo é uma grande poeta.
A tua homenagem é inteiramente merecida, por isso.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

deep disse...

Anónimo, a Virgínia, que eu conheço pessoalmente, é uma pessoa discreta e uma poetisa excelente. O trabalho poético dela está publicado em dois livros e no blogue com o endereço http://olugardossentidos.blogspot.pt/.

Nilson, sem dúvida!

Bom domingo para ambos. :)

Anónimo disse...

Vou saber mais sobre a Virgínia. Obrigada! Bom domingo!