segunda-feira, abril 23, 2012

Todo o cais é uma saudade de pedra*


(Entroncamento)


(Lamarosa)


(Porto - estação de S. Bento)

Gosto de comboios: de os ver, de os fotografar e de viajar neles. 
Durante vários anos, viajei regularmente de comboio, na linha do Douro. Fi-lo por necessidade e por ser a forma mais cómoda de chegar à Invicta. A viagem era demorada, mas, quando tinha a sorte de ter companhia, tornava-se agradável. Quando viajava sozinha, aproveitava para apreciar a paisagem ou para ler. Lembro-me que, na primeira dessas viagens (Pocinho-S. Bento), tinha então dezoito anos, li, de fio a pavio, A Mãe de Gorki.
Lamento que, neste nosso país, ao contrário do que acontece noutros, haja muita gente apostada em acabar de vez com este meio de transporte, para uns, e de lazer, para outros.


* Frase da "Ode Marítima" de F. Pessoa- Álvaro de Campos

5 comentários:

Mar Arável disse...

Tenho na memória os que se moviam a carvão
e nós chorávamos nos apeadeiros
ou comprávamos água aos cântaros

Anónimo disse...

Cresci a ver passar o comboio do quintal de casa...agora transformaram a linha férrea numa ciclovia...neste país pensam que desenvolvimento é igual a betão :((
Elsa A.

deep disse...

Mar Arável, quando era miúda, vivia junto à linha do Sabor e, nessa altura, os comboios moviam-se a carvão, mas, nessa altura, por incrível que possa parecer, nunca entrei num.

Elsa, tens razão: betão não é sinónimo de progresso, como não o é a construção em altura. Infelizmente, em nome do dito progresso, fizeram-se, e fazem-se ainda, muitas asneiras. :)

Bom dia da Liberdade para ambos. :)

Anónimo disse...

Apesar de viver em S. Miguel, Açores, e só utilizar o comboio nas férias de verão, faço sempre questão de fazer a viagem de Lisboa para o Porto, usando o comboio. Adoro.

deep disse...

Adoro andar de comboio, mas também gosto muito de S. Miguel! No Verão passados fiz a terceira viagem para a ilha e, apesar da repetição, o fascínio não foi menor. Penso até que saiu reforçado. :)