sexta-feira, dezembro 02, 2011

Vinhas de longe

("Corto Maltese", imagem da net)
Vinhas de longe,
transportavas,
nas solas teus sapatos,
areias de outras praias,
onde caminhaste
com os olhos sedentos
de mar e de luz.

Vinhas de longe...
Carregavas nos ombros
segredos revelados,
dores alheias,
sussurrados em noites
de amor e de desespero,
no limiar do esquecimento.

Vi-te chegar,
ó homem que vieste
de longe...
Recolhi a areia
dos teus sapatos,
matei a tua sede
com a água que
sobrava nas minhas mãos,
na breve madrugada
em que o meu corpo
foi o teu porto de abrigo.

"Deep", Dezembro de 2011

4 comentários:

Virgínia do Carmo disse...

profundamente belo o teu poema, Luísa.
Escreve sempre.

Beijinhos e bom fds:)

deep disse...

Muito obrigada, Virgínia. :)

Beijinhos e votos de óptima semana.

Anónimo disse...

Sinto-me uma tonta por não vir aqui mais vezes... é um previlégio ter-te como amiga. Estou orgulhosa. Beijo grande. Elsa

Unknown disse...

Já tens material, BOM MATERIAL, QB (QNT BASTE/QUE BOM) para publicares :D