segunda-feira, maio 02, 2011

Gerações

Hoje, os filhos dos amigos tratam-nos com um à vontade que jamais ousaríamos usar com os amigos dos nossos pais. Dirigem-se a nós por "tu", dizem-nos na cara as prendas que preferem não receber no aniversário ou mostram abertamente desagrado quando o que lhes oferecemos não vai ao encontro dos seus desejos ("Outro livro?", "Oh, já recebi tanta t-shirt!"). Partilham connosco músicas, filmes e amigos no Facebook. Suspeito, contudo, que tudo isto não é garantia de que estejam mais próximos de nós no que toca aos afectos.

3 comentários:

Antero Neto disse...

É o progresso. Também já tenho reflectido sobre o mesmo assunto e com a mesma angústia. Mas, a mudança traz sempre algum desconforto associado. Tento reconfortar-me com essa premissa...

R. disse...

Também não tenho certezas, deep. Mas creio que abolir determinadas barreiras pode contribuir para a aproximação afectiva.
Um abraço!

deep disse...

Antero, embora tente compreendê-los e aos motivos que os afastam de nós, não deixo de experimentar uma certa tristeza.

R., penso que tenho feito esforços no sentido de abolir certas barreiras, mas talvez esses esforços não sejam suficientes.

Um óptimo fim-de-semana para os dois. :)