terça-feira, setembro 28, 2010

Antes das ruas se vestirem de seda

Antes das ruas se vestirem de seda,
De linho
E de calor,
Eram arranha-céus de ternura,
Em que tudo era demasiado alto para duas pessoas.
Entretanto, o tempo foi passando
E o edifício que outrora fora imponente,
É agora um aglomerado
De edificações tão baixas e tão aberrantes.


Hoje ocorre-me dizer que mais vale um grande amor,
Do que uma vida de paixões assolapadas
E finitas.


Quero o meu arranha-céus de volta,
Envolto em seda e linho,
Das ruas em que passas
E do calor do teu corpo colado no meu.




Nuno Travanca

5 comentários:

Lídia Borges disse...

Originalidade nas metáforas.
Um arranha céu de ternura transparente que não esconde o sol.

Muito bonito

Isabel Preto disse...

Simplesmente fabuloso! Quem nos dera um amor assim, em vez das várias paixões finitas.

tsiwari disse...

mas... a mim, que sim, que me encantam o estado de paixão...


:)*

as-nunes disse...

Olá deep

Tenho a impressão que ando por aqui baralhado com a questão das hiperligações da blogger.

Quanto ao post, cada vez me emociono mais com um bom poema!
Será da idade?...

Bj
António

CCF disse...

Também sou assim, como este poeta.
(que desconheço).
~CC~