segunda-feira, julho 12, 2010

Invictus

Hoje recebi, de uma amiga do peito, em mensagem de e-mail personalizada (não daquelas que se enviam ao mesmo tempo para a lista de contactos), o poema que se segue e que terá servido de inspiração a Mandela enquanto esteve preso.

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

William E. Henley

2 comentários:

tsiwari disse...

"Eu sou o comandante de minha alma" :

http://www.youtube.com/watch?v=xfMWQWe5ebA


:)***

deep disse...

tsiwari, uma coincidência (ou não!) gira. Obrigada pela sugestão. :)***