sábado, setembro 05, 2009

as casas

(Maluda)
As casas habitadas são belas se parecem ainda uma casa vazia sem a pretensão de ocupá-las tornam-se ténues disposições os sinais da nossa presença: um livro a roupa que chegou da lavandaria por arrumar em cima da cama o modo como toda a tarde a luz foi entregue ao seu silêncio Em certos dias, nem sabemos porquê sentimo-nos estranhamente perto daquelas coisas que buscamos muito e continuam, no entanto, perdidas dentro da nossa casa José Tolentino Mendonça

2 comentários:

Valentim Coelho disse...

Olá Deep,
há bastante de verdade neste poema.... coisas perdidas ou desarumadas em minha casa é o que há mais...
Cumprimentos

José Miguel de Oliveira disse...

Quem tem bom gosto sempre faz boas escolhas... nem sempre ficar sozinho é uma escolha nossa... quando o caminho é penoso, a caminhada deverá ser só nossa, sem arrastarmos ninguém. bj