domingo, julho 12, 2009

11 burros caem no estômago vazio

é o título de um documentário de que já conhecia este excerto e que hoje tive oportunidade de ver na íntegra. Revela-se um filme cativante pelo que tem de genuíno, por retratar a simplicidade e generosidade das gentes de Miranda (e dos transmontanos em geral) e por recuperar algumas peças do património oral que correm o risco de serem esquecidas.

Na infância e na adolescência, visitava frequentemente, com uns amigos, uma aldeia do concelho de Miranda, para vindimar ou para passar uns dias no Verão. Lá, não havia café, nem mercearia, e, na hora da sesta, as pessoas recolhiam-se nas suas casas, para se protegerem do intenso calor. Tudo ficava, então, silencioso. As pessoas mais velhas, que se expressavam em mirandês cerrado, eram afáveis e curiosas. Por tudo isto, a minha relação com o filme não pode deixar de ser também afectiva.

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá cá estou eu.
Gostei muito do excerto do documentário.
Fez-me lembrar os tempos passados contigo em Soeima.
Continua o bom trabalho.
Beijinhos
Elsa

wandolas disse...

Fiquei com pena não ter visto o filme...