domingo, junho 29, 2008

volúpia

"Às quatro da madrugada desse sábado tépido e insone, Alia Emar foi arrebatada das brancas colchas do seu leito, brunidas com rendas que simulavam elegantes lanças medievais, e conduzida pela asfixia até à janela do segundo andar. Ao aspirar uma maresia de ar fresco, o seu peito ergueu-se até se desprender o laço cor de rosa do seu corpete como se um amante destro e fugaz o tivesse desfeito com os dentes."
Antonio Skármeta, A Boda do Poeta

1 comentário:

Anónimo disse...

...incrível descrição !
...bem apontado!
cordialmente
JRMarto